Governo Sombra

Eles querem, podem, mas não mandam! Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares - num programa moderado por Carlos Vaz Marques - são o Governo Sombra. Um governo que não decide. Uma equipa ministerial sem consenso. Um conselho de ministros que convive bem com as fugas de informação. Semanalmente, passam a atualidade em revista, examinam à lupa os dossiês, interpelam os protagonistas sem rodeios.
Domingo, depois das 11h00. À segunda-feira, depois das 13h00 em versão compacto

RAP lamenta a falta de solidariedade para com Carlos Guimarães Pinto

Ricardo Araújo Pereira mostrou-se surpreendido pela decisão de Carlos Guimarães Pinto em abandonar a presidência da Iniciativa Liberal.

Ricardo Araújo Pereira explicou que vê no texto de despedida que Carlos Guimarães Pinto publicou na rede Facebook uma "crítica extremamente pertinente ao que se costuma chamar de 'meritocracia", um conceito tão valorizado entre liberais, e que isso o deixou impressionado: "Não há nada como as desigualdades morderem-nos no rabo para a gente sentir a ferroada", brincou.

O humorista segue explicando que, segundo uma perspetiva liberal, "Carlos Guimarães Pinto esforçou-se imenso, desempenhou um papel muito importante, mas (...) não foi eleito. O candidato por Lisboa foi eleito, e, portanto, o de Lisboa teve mais mérito". Pedro Mexia intervém para lembrar que há outros fatores a ter em conta, nomeadamente o facto de Lisboa ter um círculo eleitoral maior, o que acaba por ser precisamente o ponto ao qual o humorista queria chegar: "Certo! Há sempre uma explicação, para além do mérito. Nem sempre é o mérito que explica, se calhar é um círculo maior, se calhar teve mais sorte", argumenta Ricardo Araújo Pereira, de forma a ilustrar as falhas que atribui ao conceito de "mérito".

Carlos Vaz Marques recorda de seguida uma das citações mais reveladoras do texto de Guimarães Pinto: "Criei as condições para que outros o possam fazer daqui para a frente com recursos que eu nunca tive e, espero eu, menos sacrifícios pessoais". Ricardo Araújo Pereira defende que deveria "ter havido alguma solidariedade, ou até mesmo fraternidade, para com o presidente demissionário da iniciativa Liberal", para que o presidente demissionário não tivesse de abandonar o partido.

A emissão completa do Governo Sombra, para ver ou ouvir, sempre em tsf.pt.

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