Governo Sombra

Eles querem, podem, mas não mandam! Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares - num programa moderado por Carlos Vaz Marques - são o Governo Sombra. Um governo que não decide. Uma equipa ministerial sem consenso. Um conselho de ministros que convive bem com as fugas de informação. Semanalmente, passam a atualidade em revista, examinam à lupa os dossiês, interpelam os protagonistas sem rodeios.
Domingo, depois das 11h00.

Ricardo Araújo Pereira diz que suspensão de Manuel Morais é uma "aberração"

No Governo Sombra desta semana, Ricardo Araújo Pereira declarou-se "aberrante".

O agente Manuel Morais, conhecido por ter denunciado casos de racismo nas forças de segurança, terá sido penalizado com dez dias de suspensão, depois de ter descrito André Ventura como "aberrante" num post na sua conta pessoal de Facebook.

Ricardo Araújo Pereira (RAP) defende que "aberração" é a penalização do agente Manuel Morais, assinalando a "dualidade de critérios bastante gritante dentro da polícia, em que alguns polícias podem dizer algumas coisas num sentido bastante graves, e outros que as dizem noutro sentido, são suspensos dez dias", isto se se quiser defender o dever de reserva dos agentes de autoridade nas suas redes sociais pessoais.

A suspensão de Manuel Morais relaciona-se ainda com outras afirmações na rede social, nomeadamente terá escrito que "Em vez de se destruírem estátuas, devemos combater o racismo e os racistas" e que "Era preciso decapitar os racistas". Ora, para RAP, estamos perante o erro recorrente de "considerar que as palavras são ações".

O humorista defende que um dos "aspetos interessantes" que distingue as palavras das ações é que "raras vezes as palavras causam dano": "Por exemplo: decapitar uma pessoa causa dano. Porque a gente separa a cabeça do corpo dessa pessoa, o que é unanimemente considerado danoso. Já dizer 'é preciso decapitar' não causou dano a ninguém! Como vocês sabem, ninguém começou a afiar a guilhotina para decapitar pessoas".

Outro aspeto curioso que separa as palavras das ações é que as palavras podem ser irónicas e as ações não: "Se eu decapitar uma pessoa, por exemplo, é uma defesa inválida dizer 'sim, mas era uma decapitação irónica' - Não dá."

O humorista sublinha ainda que as palavras de Manuel Morais não são para interpretar literalmente: "Quando ele está a dizer que é preciso decapitar os racistas, está a dizer que é preciso decapitar as ideias racistas. É uma metonímia, aliás, bem aplicada, porque é na cabeça que as ideias ocorrem. Se ele dissesse: é preciso decepar o pé dos racistas, estava mal feito, porque, realmente as ideias não ocorrem no pé." - Conclui.

A emissão completa do Governo Sombra, para ver ou ouvir, sempre em tsf.pt

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