Governo Sombra

Eles querem, podem, mas não mandam! Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares - num programa moderado por Carlos Vaz Marques - são o Governo Sombra. Um governo que não decide. Uma equipa ministerial sem consenso. Um conselho de ministros que convive bem com as fugas de informação. Semanalmente, passam a atualidade em revista, examinam à lupa os dossiês, interpelam os protagonistas sem rodeios.
Domingo, depois das 11h00. À segunda-feira, depois das 13h00 em versão compacto

Ricardo Araújo Pereira: "Porque é que não respondem aos cartoons na mesma moeda?"

Esta semana dois cartoons políticos geraram polémica, e foram ambos analisados no Governo Sombra.

O primeiro cartoon a ser debatido no programa foi o de Cristina Sampaio. No jornal Público, a cartoonista publicou uma imagem na qual o símbolo do CDS-PP se transforma gradualmente na cruz gamada, associada com o nazismo. O cartoon é inspirado no caso de Abel Matos Santos , que apresentou a sua demissão do CDS depois de terem sido conhecidas declarações suas elogiosas a Salazar e as críticas que fez ao cônsul Aristides de Sousa Mendes, a quem o então vice-presidente do CDS chamou de "agiota de judeus".

Ricardo Araújo Pereira defende a cartoonista e explica que as vozes críticas que se levantaram contra o cartoon, que acusaram a autora de "exagero" não compreendem a linguagem humorística: "Uma caricatura funciona sempre pelo exagero", argumentou.

O outro cartoon, assinado por Vasco Gargalo, representa Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro israelita, a empurrar um caixão coberto por uma bandeira palestiniana para dentro de um forno crematório, sobre o qual se lê a infame frase que adorna o portão do campo de concentração nazi de Auschwitz, "O trabalho liberta". Vasco Gargalo tem recebido ameaças de morte e exigências do seu despedimento , mas garante ir continuar a lutar pela liberdade de expressão.

Ricardo Araújo Pereira, ironiza sobre a discrepância que se verifica entre a ofensa causada por um cartoon polémico e as ameaças ou ataques sofridos pelos cartoonistas em retaliação: "Ora, se os desenhos são considerados uma agressão gravíssima, porque é que não respondem na mesma moeda, com outro desenho?". Para exemplificar, o Ricardo Araújo Pereira pergunta porque é que quando foram à redação do Charlie Hebdo, em França, os terroristas não levaram um bloco de folhas A3 e um marcador e não fizeram desenhos ofensivos contra os cartoonistas, em vez de os assassinarem.

A emissão completa do Governo Sombra, para ver ou ouvir, sempre em tsf.pt.

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