Governo Sombra

Eles querem, podem, mas não mandam! Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares - num programa moderado por Carlos Vaz Marques - são o Governo Sombra. Um governo que não decide. Uma equipa ministerial sem consenso. Um conselho de ministros que convive bem com as fugas de informação. Semanalmente, passam a atualidade em revista, examinam à lupa os dossiês, interpelam os protagonistas sem rodeios.
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Ricardo Araújo Pereira prevê o surgimento da "pastorícia expiatória"

O Ricardo Araújo Pereira prevê que surja uma espécie de "pastorícia expiatória" para expiar a culpa pelo aumento de casos de Covid-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo (LVT).

Numa entrevista à TVI, Fernando Medina criticou a Direção-Geral da Saúde (DGS) e pediu responsabilidades pelo aumento de casos de Covid-19 na região de Lisboa. O autarca de Lisboa pediu respostas rápidas ou a substituição de chefias. Um dia depois, Medina esclareceu que as suas críticas à atuação das autoridades de saúde no combate à Covid-19 visaram "específica e circunscritamente" as chefias regionais e a equipa que está no terreno na Grande Lisboa.

Duarte Cordeiro, coordenador da região de LVT para a gestão da Covid-19, respondeu numa entrevista ao Público, na qual considerou as críticas de Medina "legítimas", mas alertou que "Não é expectável que consigamos resolver todos os problemas estruturais que tínhamos antes da Covid, para responder à Covid.", lembrando também que "a gestão dos transportes rodoviários é da AML", liderada por Fernando Medina.

A ministra da Saúde, Marta Temido reconheceu que Fernando Medina tem "razão, em parte, nas críticas que dirigiu às autoridades de saúde", mas foi assertiva em manter a confiança na equipa que está a trabalhar no terreno, e pediu tempo para que os resultados comecem a aparecer.

No programa Governo Sombra, Carlos Vaz Marques perguntou a Ricardo Araújo Pereira se considera que Fernando Medina tem razões de queixa, ou se está à procura de "bodes expiatórios".

Para o humorista, ambas as hipóteses podem estar corretas, e prevê que venha a surgir agora a "pastorícia expiatória", isto porque, numa situação com esta complexidade, ou era designado um "bode expiatório grande, como por exemplo, a ministra da Saúde, que possa arcar com toda a culpa" - o que não vai acontecer - ou será preciso distribuir a culpa por várias estruturas intermédias da DGS, surgindo assim o conceito de "pastorícia expiatória", ou seja, distribuir a culpa por "vários pequeninos".

A emissão completa do Governo Sombra, para ver ou ouvir, sempre em tsf.pt

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