Governo Sombra

Eles querem, podem, mas não mandam! Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia e João Miguel Tavares - num programa moderado por Carlos Vaz Marques - são o Governo Sombra. Um governo que não decide. Uma equipa ministerial sem consenso. Um conselho de ministros que convive bem com as fugas de informação. Semanalmente, passam a atualidade em revista, examinam à lupa os dossiês, interpelam os protagonistas sem rodeios.
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"Um vírus que só se curasse com azeite de Borba", para castigo de Hoekstra

Ricardo Araújo Pereira imaginou um cenário que pudesse dar uma lição de solidariedade aos ministros das Finanças dos Países Baixos.

O Conselho Europeu reuniu-se para discutir possíveis respostas à pandemia da Covid-19, mas, depois de seis horas de videoconferência, o Primeiro-Ministro português considerou o acordo alcançado "manifestamente insuficiente". António Costa mostrou-se particularmente indignado com a sugestão de Wopke Hoekstra, ministro holandês das Finanças, que sugeriu que Espanha e Itália deveriam ser investigas por não terem margem orçamental para lidar com os efeitos da crise provocada pelo novo coronavírus.

António Costa perdeu a paciência com os ministros das Finanças dos Países Baixos e classificou a argumentação de Hoekstra de " Repugnante no quadro da União Europeia . A expressão é mesmo esta: repugnante. Ninguém está disponível para voltar a ouvir ministros das finanças como aqueles que já ouvimos em 2008, 2009, 2010 e anos consecutivos", avisou Costa, referindo-se às afirmações do então ministro das Finanças holandês e presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem em 2017, quando em plena crise financeira acusou os europeus do Sul de gastarem dinheiro em "copos e mulheres".

Ricardo Araújo Pereira não se mostrou surpreendido com o o azedar do clima entre os parceiros europeus, porque o grau de solidariedade na Europa em tempos de crise não tem sido particularmente assinalável: "Eu estou habituado a ver culpar os pobres por serem pobres. Culpar os doentes por serem doentes acaba por ser um passo em frente. Eu não sei qual vai ser a narrativa, se estamos a respirar acima das nossas possibilidades, se estamos a lavar as mãos abaixo das nossas necessidades, não sei. Mas estou muito curioso para saber de que modo é que estamos a errar agora." - Confessou o humorista.

A indignação do primeiro-ministro português pareceu-lhe justificada, e Ricardo Araújo Pereira assinalou algo que lhe pareceu notável: "O nosso primeiro-ministro, que é conhecido por muitas vezes poupar nas sílabas, desta vez resolveu dizer "Re-pug-nante" - Não fosse haver dúvidas, lá na Holanda." - Brincou.

Ricardo Araújo Pereira imaginou ainda um cenário que pudesse dar uma lição de solidariedade aos ministros das Finanças dos Países Baixos: "O que era giro era aparecer um vírus que só ataca pessoas que não têm vogais nenhumas no nome, para este "Djsslblm" e este "Rnhff" (ou lá o que é) verem! E mais! Era um vírus que só os apanhava a eles e só se curava com azeite de Borba! E depois é que eu queria ver, se eles eram solidários ou não eram." - Concluiu.

A emissão completa do Governo Sombra, para ver ou ouvir, sempre em tsf.pt.

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