Números Redondos

João Nuno Coelho e João Ricardo Pateiro trazem-nos, todas as sextas-feiras, os números, tendências, marcas, nomes e perspetivas para o fim de semana de futebol.
Emissões entre março e junho de 2019 com João Nuno Coelho e Teófilo Fernando. Emissões entre março e junho de 2019 com João Nuno Coelho e Teófilo Fernando. Emissões entre setembro de 2018 e fevereiro de 2019 com João Nuno Coelho e Nuno Miguel Martins. Emissões entre setembro de 2014 e julho de 2018 com João Nuno Coelho.

À sexta-feira, às 17h35.

Telles versus Pizzi, o duelo dos mais influentes

Na antevisão ao clássico analisamos o duelo entre dois dos jogadores mais influentes do FC Porto e Benfica: Alex Telles e Pizzi.

Já não é de agora que Alex Telles e Pizzi são dos elementos mais preponderantes das suas equipas. Desde logo, estamos a falar dos melhores assistentes dos dois últimos campeonatos nacionais: Telles em 2017/18, com 13 passes para golo, e Pizzi, em 2018/19, com 19.

Na presente liga, Pizzi é mesmo o jogador mais decisivo, com 12 golos e 8 assistências, enquanto Alex Telles assume-se como o mais influente no Porto, com 6 golos e 5 assistências.

Desta forma é perfeitamente plausível que o resultado do jogo deste sábado possa também depender muito dos desempenhos destes dois futebolistas, que ainda para mais deverão encontrar-se muitas vezes ao longo da partida, uma vez que Pizzi atua como médio que parte da direita e Telles é defesa-esquerdo, com enorme pendor ofensivo. Assim sendo, ambos irão com certeza atacar e defender muito, nomeadamente tendo o outro como opositor direto.

Além disso, Pizzi e Telles são os autênticos reis da bola parada ofensiva: cobradores "oficiais" de penaltis, das suas equipas, assumem igualmente muitas vezes livres e cantos. Também por isso marcam e assistem tanto: por exemplo, Telles já concretizou 4 penaltis e Pizzi 3, sendo que o brasileiro está na origem de quase todos os golos marcados de bola parada pelo Porto. Os portistas são grandes especialistas na matéria e já concretizaram na sequência de 9 cantos e 6 livres no presente campeonato, com envolvimento de Alex Telles em 10 destes lances de golo.

Quanto a Pizzi, marca e assiste mais de bola corrida (tal como o próprio Benfica), encontrando-se numa fase da carreira de enorme esplendor: na época passada bateu o seu recorde pessoal de golos (15 em 55 jogos de todas as competições), mas já superou esse número na atual temporada (21 golos em somente 32 encontros). Caso para dizer que a idade tem desenvolvido a veia goleadora de Pizzi.

No mano-a-mano direto, Pizzi e Telles apresentam dados muito equilibrados: já se defrontaram em 8 ocasiões, com 3 vitórias do portista, 3 empates e 2 triunfos do benfiquista. Em todos os jogos que defrontou o Benfica, Telles teve Pizzi do lado oposto, mas o português já alinhou num total de 15 encontros perante o Porto, 3 pelo Paços de Ferreira (com 2 empates e 1 derrota) e 12 pelo Benfica (3 vitórias, 4 empates e 5 derrotas).

Curiosamente, os dois jogadores nunca marcaram pelo atual clube ao grande rival, apesar de Pizzi ter no seu histórico pessoal um hat-trick ao Porto, mas pelo Paços de Ferreira (num empate a 3 golos no Dragão).

Recorde-se que Pizzi chegou ao Benfica em 2014/15, pelo que acumula já 4 medalhas de campeão nacional, tendo apenas perdido o campeonato 2017/18, exatamente para o Porto de Alex Telles, que está no Dragão desde 2016/17.

Tanto Pizzi (30 anos) como Alex Telles (27), já tiveram passagens pouco conseguidas por grandes clubes das principais ligas europeias: o português no Atlético de Madrid (2011/12) e o brasileiro no Inter de Milão (em 2015/16).

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