O Bichinho da Rádio

Saúde, comportamento e direito animal, Gente, bichos e a nossa vida em comum.
Para ouvir à segunda-feira, depois das 18h30. Com Dora Pires.

Síndrome de Noé. Quando se acumulam animais como coisas

Podem ser os vizinhos a dar o alerta, a apresentar queixa.

Sempre houve, quem enchesse a casa de animais. Quando é que passa a ser um problema, uma perturbação, quase uma doença? Quando nem o humano nem os animais vivem em condições mínimas de salubridade e de bem-estar. Chama-se Síndrome de Arca de Noé a quem acumula animais como objetos.

Quando se passa à porta destas casas cheira mal, muitas vezes há pulgas e quem lá vive dentro aparece, quando aparece, com sinais de profundo desleixo. É um dos sinais mais comuns de que há ali um problema. Podem ser os vizinhos a dar o alerta, a apresentar queixa ou podem ser detetados, por exemplo, em caso de incêndio.

Ouça aqui o programa completo.

Em qualquer dos casos é sempre demasiado tarde. Na última legislatura, o PAN apresentou no Parlamento uma recomendação para que se comece a olhar para isto como um problema, até porque é muitas vezes um problema de saúde animal, de saúde mental e de saúde pública.

Sandra Horta e Silva conhece estes casos como advogada e como presidente do ONDAID, o Observatório Nacional de Defesa dos Animais e Interesses Difusos. Está a a trabalhar com a Câmara Municipal de Sintra para criar um "manual" que permita intervir nestas situações.

O mais importante é que "o reforço das questões de direito animal", afirma, estão a permitir intervir e descobrir "autênticos problemas sociais". Tanto os animais como os acumuladores precisam de ajuda.

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