O Bichinho da Rádio

Saúde, comportamento e direito animal, Gente, bichos e a nossa vida em comum.
Para ouvir à segunda-feira, depois das 18h30. Com Dora Pires.

Animais são "paixão que não envelhece"

"Paixões não envelhecem", mas a humanidade pode ficar decrépita. Está por isso na rua uma campanha da organização Animalife contra o abandono de animais idosos. Não será só isso, mas também é uma consequência da pandemia devido "à morte de idosos cujos filhos não querem depois ficar com o cão ou o gato". Também se chamam "animais órfãos".

"As pessoas estão a contactar instituições que não têm condições para acolher e tratar estes animais", descreve Rodrigo Livreiro, presidente da Animalife, "por outro lado, é muito difícil que estes animais mais velhos venham a ser adotados". Por isso nasceu a campanha.

O problema cresceu durante a pandemia com a morte de pessoas mais velhas que deixavam animais sem dono, os ditos "animais órfãos". A Animalife "questionou desde logo a quem pertencem esses animais", mas nunca houve uma resposta formal.

Varia muito, mas cães e gatos começam a ser idosos a partir dos dez anos. Exigem mais cuidados, mais atenção "e nem toda a gente está preparada para isso", admite Rodrigo Livreiro.

A verdade é que não há alternativas e quem percorre as instituições à procura de um novo lar para estes animais mais velhos acaba, muitas vezes, por ficar reduzido a abrigos que não têm depois condições apropriadas".

A melhor resposta será manter os animais na família, apesar do custo e do esforço, até porque "já não terão muito mais tempo de vida".

Ser idoso, para qualquer animal, significa perder capacidades, "ficam com problemas de mobilidade, precisam de mais conforto e sossego, já não brincam como antes", elenca Rodrigo e remata, "mas, como nós, isso não significa que precisem menos de carinho".

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