O Bichinho da Rádio

Saúde, comportamento e direito animal, Gente, bichos e a nossa vida em comum.
Para ouvir à segunda-feira, depois das 18h30. Com Dora Pires.

O mercado dos gatos extravagantes

O Mercado de Santa Clara há muito que não cheira a peixe, mas foi o ponto de encontro de dezenas de gatos de cores, raças e formas para quase todos os gostos. A London Cats trouxe a Lisboa um desfile de bichanos onde só não houve gatos comuns.

Thiago Pellizzaro nem sequer gostava de gatos, agora vive entre Lisboa e Londres a organizar exposições de felinos e tem sete exemplares lá em casa.

O mercado que fica no centro da feira da Ladra, em Lisboa, viu desfilar gatos que vieram de longe e de perto. "Há gatos que vieram de outros países europeus, como Holanda ou Malta, mas também há alguns portugueses", Thiago sublinha que não interessa a nacionalidade, o importante aqui é o pedigree.

Os animais estão todos em caixas de onde só saem para serem exibidos em dois ringues onde o júri decide qual é o mais belo, o mais ágil, o mais elegante ou simplesmente o mais saudável da respetiva raça.

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Um leigo na matéria sente-se rapidamente fora de pé. É difícil perceber o orgulho com que algumas pessoas olham embevecidas para gatos que parecem ter sido esfolados e estarem ainda à espera que o pelo lhes regresse; são os Sphynx. Também há gatos tão peludos que mal se percebe onde fica afinal a cabeça.

Joana é uma criadora portuguesa, tem um desses, aguarda vez para avançar com o seu Persa Azul de dez meses e pesa aí uns 6 quilos. O animal é importado, especificamente para fazer criação. Joana hesita muitas vezes antes de dizer quanto poderia cobrar pelo bicho, caso fôssemos compradores, "depende do objetivo, para criação seria mais caro, para ter em casa aí uns 800 euros".

Ao lado, um grupo bebe champanhe, fala espanhol e vai guardando as caixas onde se esticam indolentes vários Maine Coon, considerado o maior gato doméstico do mundo.

Em comum têm todos a imensa preguiça e o ar sonolento com que vão cabeceando sob o sol que cai aos risquinhos lá do alto, da claraboia a meio do teto do mercado.

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