O Bichinho da Rádio

Saúde, comportamento e direito animal, Gente, bichos e a nossa vida em comum.
Para ouvir à segunda-feira, depois das 18h30. Com Dora Pires.

Velhos como nós. Os animais vivem cada vez mais tempo

Um cão ou um gato que chega perto dos 20 anos, já não é tão raro como isso. A veterinária Sónia Miranda explica que o tamanho interessa, os cães grandes vivem menos. O veterinário João Niza Ribeiro revela que, como vivem menos, alguns animais podem antecipar a doença oncológica dos donos.

Sobretudo os cães, têm a longevidade muito associada ao tamanho e à raça. "Um cão que pese até 10 kg vive facilmente até aos 18, 19 anos", refere a veterinária Sónia Miranda; em contrapartida, um Grand Danois aos 12 ou 13 anos já é velhinho.

No caso dos gatos, desde que castrados e a viverem em casa, passam a viver muito mais do que quando estão na rua, expostos a lutas, a acidentes, a doenças infecciosas. Nestas circunstâncias, Sónia Miranda afirma que é comum os gatos viverem uns 18 ou 19 anos.

O processo de envelhecimento dos animais, sendo mais condensado num período de vida mais curto, é ainda assim em tudo idêntico ao nosso: à sua maneira também ficam grisalhos, engordam, perdem massa muscular e desenvolvem problemas ósseos e musculares.

Como na medicina humana, a veterinária tem-se adaptado para responder a doenças que antes os animais nem viviam o suficiente para desenvolver.

Um exemplo é o projeto Vet-OncoNet. É uma plataforma desenvolvida por instituições de ensino e de investigação da Universidade do Porto e também pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, propõe-se fazer o registo oncológico dos animais de companhia em Portugal e, numa fase posterior, estudar esses dados de forma a saber, por exemplo, quais as principais causas de neoplasia nos animais.

O coordenador da plataforma, o professor João Niza Ribeiro dá outro exemplo de utilidade desta base de dados, "animais que desenvolveram cancro e que viviam num ambiente de fumadores, podem servir de alerta, a doença no animal pode sinalizar o risco de o tutor vir também a desenvolver cancro." Esta é apenas uma das vertentes possíveis, mas antes há que alimentar a plataforma e quem quiser contribuir pode fazê-lo de forma simples. Se tem um animal com algum tipo de cancro pode entrar neste site e preencher um questionário https://www.vetonconet.pt/.

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