Olhe que não

Recuperando para lema a frase que marcou o mais histórico debate da televisão em Portugal, entre Mário Soares e Álvaro Cunhal, Olhe que não traz à TSF visões e opiniões contraditórias em temas como Saúde, Justiça, Educação, Consumo, Segurança, Emprego, Ambiente.
À quarta-feira, depois das 19h00, com Pedro Pinheiro

A pandemia e o salário mínimo

Perdeu-se o consenso entre os parceiros sociais. A pandemia colocou patrões e sindicatos em campos opostos. No programa "Olhe que Não", perguntamos se a economia consegue suportar um aumento do salário mínimo.

Um em cada cinco trabalhadores em Portugal recebe o salário mínimo nacional. Em rigor, são até um pouco mais. São 22% os trabalhadores que ganham, desde o início deste ano, 635 euros por mês.

O Governo estabeleceu como meta elevar o ordenado mínimo até aos 750 euros em quatro anos. De 600 para 750 euros entre 2020 e 2023. Mas, passado um ano, a pandemia veio baralhar o consenso entre os parceiros sociais.

O Governo ainda não disse quanto, mas é seguro que o salário mínimo vai mesmo aumentar no próximo ano. Por ora, o Ministério das Finanças opta por falar numa subida com significado, mas equilibrada. E acrescentando que procura um compromisso entre a necessidade de elevar o rendimento das famílias e a capacidade das empresas o poderem suportar.

Pelas empresas, o Fórum para a Competitividade enumera três fatores que desaconselham um aumento do salário mínimo: a subida da taxa de desemprego, a inflação nula e o facto do turismo ser dos setores com maior número de trabalhadores a ganharem o ordenado mínimo - entre alojamento e restauração, são hoje em dia cerca de 30%

Há, contudo, quem pense o contrário e garanta que o aumento do consumo, por via de uma subida do salário mínimo, pode ser determinante para dar a volta à crise económica. E com um exemplo recente: o turismo, que viveu um verão como não há memória, só não mergulhou num abismo ainda mais profundo à conta da procura interna que se verificou nos últimos meses.

Os convidados do programa "Olhe que Não" são ambos economistas mas com visões muito distintas sobre as consequências do aumento do ordenado mínimo. Pedro Braz Teixeira, diretor do gabinete de estudos do Fórum para a Competitividade, e que reúne, entre os seus membros, diversas empresas e associações empresariais, está contra. Já Eugénio Rosa, doutorado em Sociologia Económica e das Organizações, e com muitos anos de trabalho de consultadoria junto dos sindicatos, é a favor. Ouça aqui a troca de argumentos:

Olhe que Não, um programa de Pedro Pinheiro.

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