Olhe que não

Recuperando para lema a frase que marcou o mais histórico debate da televisão em Portugal, entre Mário Soares e Álvaro Cunhal, Olhe que não traz à TSF visões e opiniões contraditórias em temas como Saúde, Justiça, Educação, Consumo, Segurança, Emprego, Ambiente.
À quarta-feira, pelas 13h20, com Pedro Pinheiro

As televisões e a pandemia: bom ou mau jornalismo?

É uma carta aberta muito crítica sobre a forma como as três televisões generalistas vêm acompanhando a pandemia. Nela se pede uma informação que respeite princípios éticos, de sobriedade e contenção. E sobretudo que respeite a democracia.

Na carta, subscrita por cerca de quarenta personalidades, reclama-se "uma informação sóbria", recusa-se "o apontar incessante de culpados", assim como "a sistemática invasão dos espaços hospitalares" e a "falta de respeito pela privacidade dos doentes".

Mas não apenas. Os signatários manifestam-se ainda contra o que consideram ser "a obsessão opinativa", tal como o "tom agressivo, quase inquisitorial", que é usado nalgumas entrevistas.

No texto, dirigido aos responsáveis pelas direções de informação da RTP, SIC e TVI, afirma-se também que "há uma diferença entre informação, especulação e espectáculo", para se concluir que é isso que distingue "o bom e o mau jornalismo".

Mas não constituiremos nós uma sociedade suficientemente madura para ver nas televisões apenas aquilo que queremos? Haverá, por outro lado, ausência de escrutínio sobre o exercício do jornalismo? E o que falta, se é que falta, para que o jornalismo possa cumprir melhor a sua função?

Neste "Olhe que Não", a troca de argumentos é entre Diana Andringa, signatária da carta aberta, e Anselmo Crespo, director de informação da TVI.

Ouça outras emissões do "Olhe que Não" aqui.

"Olhe que Não" é um programa de Pedro Pinheiro.

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