Olhe que não

Recuperando para lema a frase que marcou o mais histórico debate da televisão em Portugal, entre Mário Soares e Álvaro Cunhal, Olhe que não traz à TSF visões e opiniões contraditórias em temas como Saúde, Justiça, Educação, Consumo, Segurança, Emprego, Ambiente.
À quarta-feira, depois das 19h00, com Pedro Pinheiro

Eutanásia: devem ser os portugueses a decidir?

A promessa estava feita desde a campanha eleitoral. O parlamento voltará a debater nesta legislatura a legalização da eutanásia. Mas devem ser os deputados a decidir por todos nós? Ou devem antes os portugueses ser convocados para um referendo sobre a morte antecipada?

Não passou ainda meio ano sobre o chumbo pela Assembleia da República de quatro projetos de lei sobre o acesso à morte medicamente assistida, e eis que o tema está de volta à agenda política. O parlamento vive as primeiras semanas da nova legislatura, está ainda a arrumar a casa, mas há já diplomas sobre o tema que foram entregues no secretariado do parlamento, sendo certo que outros se vão seguir.

Uma discussão que voltará assim, e em breve tempo, ao debate público, e que fez com que, nos últimos dias, a igreja católica portuguesa viesse de novo sublinhar de que lado está, e relembrando um argumento de sempre: "a vida não é referendável".

Na edição desta semana do programa "Olhe que Não", pergunta-se a dois médicos se os portugueses devem ou não ser convocados a dizer o que pensam sobre a legalização da eutanásia.

Rui Nunes, presidente da associação portuguesa de bioética, defende a realização de uma consulta popular, argumenta que é a única garantia de um "debate sério" e de "uma lei robusta". O professor catedrático defende ainda que o parlamento "não tem legitimidade democrática" para decidir sobre o tema em nome de todos os cidadãos.

Já Isabel Galriça Neto, médica, com carreira nos cuidados paliativos e continuados, discorda da eventual convocação de um referendo. A deputada do CDS/PP nas últimas legislaturas entende que "uma sociedade evoluída não banaliza a morte", sublinhando a ideia de que "a proteção da vida é a base dos direitos humanos".

O referendo à eutanásia - sim ou não - no frente-a-frente desta semana do "Olhe que Não", um programa de Pedro Pinheiro, com som de Joaquim Pedro e Margarida Adão.

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