Olhe que não

Recuperando para lema a frase que marcou o mais histórico debate da televisão em Portugal, entre Mário Soares e Álvaro Cunhal, Olhe que não traz à TSF visões e opiniões contraditórias em temas como Saúde, Justiça, Educação, Consumo, Segurança, Emprego, Ambiente.
À quarta-feira, depois das 19h00, com Pedro Pinheiro

Portugal, dá-me um filho

O que é preciso fazer para que Portugal possa ter mais nascimentos, para que os jovens, se for essa a sua opção, disponham de condições para ter filhos? Uma conversa entre as duas mulheres que lideram as organizações de juventude dos dois partidos que governam o país há 45 anos.

Sabemos onde estamos, mas saberemos o que precisamos de fazer? Na verdade, esta é uma realidade com a qual o país se confronta há vários anos. Há muito tempo que há mais mortes do que nascimentos. Há muito tempo que é assim.

No ano passado, voltou a acontecer. O Instituto Nacional de Estatística (INE) concluiu que o saldo natural da população residente manteve-se negativo. Morreram mais 25 mil pessoas do que aquelas que nasceram. Outra vez.

O INE ajuda-nos a ler o inverno demográfico de várias perspetivas. Entre os mais novos, por exemplo, indica-nos que, nos últimos trinta anos, perdemos um terço da população infantil e juvenil.

Em dois mil e dezoito, Portugal teve a quarta taxa de natalidade mais baixa da União Europeia, assim como mantém um dos menores indicadores de fecundidade entre todos os parceiros europeus.

As contas são feitas à vírgula. Cada residente no país terá hoje, e em média, 1,41 filhos. E este é um valor muito abaixo do nível mínimo de renovação das gerações, que está calculado em 2,1 filhos por mulher.

Menos crianças e jovens, e mais idosos. Num olhar alargado sobre todo o território, e se atendermos aos números da Segurança Social, aproxima-se da centena o número de municípios onde há já mais reformados do que trabalhadores.

Este país também é para jovens? ? O que deve oferecer Portugal à sua geração entre os 25 e os 35 anos? O que fazer para que possa ter um salário digno e condições para sair cedo de casa dos pais?

E poderemos contar com os atuais líderes políticos para resolver o problema? Ou há consensos à espera de uma outra geração? Compromissos que se poderão tornar inadiáveis num futuro próximo?

As perguntas são para as convidadas do programa "Olhe que Não", as líderes das juventudes partidárias socialista e social-democrata - Maria Begonha, secretária geral da JS; e Margarida Balseiro Lopes, presidente da JSD.

Olhe que Não, um programa de Pedro Pinheiro .

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