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«Burro velho» também aprende línguas

Quem é que disse que «burro velho não aprende línguas» ? A ideia contida neste provérbio está ultrapassada.

Para os que não aprenderam línguas estrangeiras quando eram crianças, e especialmente para os que pensam que nunca mais vão conseguir aprendê-las, a notícia vinda da Alemanha vem modificar tudo.

Uma investigação alemã atirou por terra a teoria de que certas habilidades de linguagem podem ser estimuladas e aproveitadas apenas na infância e juventude. Tal crença é baseada na ideia de que os mecanismos cerebrais usados na aprendizagem da língua materna são desactivados na idade adulta e que, por isso, idiomas aprendidos mais tarde são processados pelo cérebro de forma diferente e menos automática do que na infância.

Os resultados da investigação foram publicados na importante revista americana «Proceedings of the National Academy of Sciences» ( www.pnas.org ) e garantem que os adultos podem aprender uma língua estrangeira com tanta fluência como o seu idioma materno.

O estudo foi realizado pelo Instituto Max Planck de Ciências Cognitivas. Os investigadores ensinaram a um grupo de voluntários uma língua artificial chamada Brocanto. Enquanto aprendiam o idioma, os voluntários tinham a sua actividade cerebral acompanhada por sistemas de imagem. A equipa, dirigida por Angela Friederici, descobriu que as regiões do cérebro usadas para processar a língua materna eram activadas durante a aprendizagem do idioma artificial.

Friederici acredita que a fluência na língua materna é um factor muito mais importante para aprender um segundo idioma do que a idade. Por isto, o velho ditado tem que ser corrigido. Burro velho, afinal, também aprende línguas.

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