Sinais

Os "Sinais" nas manhãs da TSF, com a sua marca de água de sempre: anotação pessoalíssima do andar dos dias, dos seus paradoxos, das suas mais perturbadoras singularidades. Todas as manhãs, num minuto, Fernando Alves continua um combate corpo a corpo com as imagens, as palavras, as ideias, os rumores que dão vento à actualidade.
De segunda a sexta, às 08h55 e 14h10

A bailarina e os carabineros

Muitos terão visto, há dias, a cantora chilena Mon Laferte, em plena passadeira vermelha da cerimónia de entrega dos Grammy Latinos abrindo o vestido e mostrando a mensagem tatuada no peito: "No Chile torturam, violam e matam". Foi o avesso de um ronroneio, um rasgão na "norma", essa palavra que ela inscreveu na capa de um dos seus álbuns.

Desta vez, ela não quis ser "madera de deriva", como já se pressentira à tona da sua voz cruzada com a de António Zambujo, numa canção de Jorge Drexler. Pouco antes de pisar a passadeira vermelha em Las Vegas, Laferte tinha dito a um jornalista que se sentia algo ridícula por estar vestida com aquela roupa de festa, quando no seu país tudo ardia.

Tem sido formidável o modo como os artistas chilenos respondem à repressão policial destes dias. Foram as centenas de guitarristas tocando diante da Biblioteca Nacional, foram as palavras de escritores dirigidas a Piñera, foram os tantos momentos de denúncia nas salas de teatro ou nas ruas onde a actriz e realizadora Manuela Martelli andou de câmara em punho filmando os protestos e deixando dita a indignação provocada pela "sensação de abuso e de distribuição cada vez mais desigual da riqueza produzida".

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de

Outros Artigos Recomendados