Sinais

Os "Sinais" nas manhãs da TSF, com a sua marca de água de sempre: anotação pessoalíssima do andar dos dias, dos seus paradoxos, das suas mais perturbadoras singularidades. Todas as manhãs, num minuto, Fernando Alves continua um combate corpo a corpo com as imagens, as palavras, as ideias, os rumores que dão vento à actualidade.
De segunda a sexta, às 08h55 e 14h10

A bailarina negra

A história da bailarina negra Ingrid Silva vem contada em vários jornais brasileiros. Ingrid, hoje com 30 anos, nasceu nas favelas do Rio. Apoiada pelo projecto social Dançando para Não Dançar ela começou, desde menina, a desenhar no ar os movimentos daquela canção de Toquinho, "um, dois, três e quatro,/ dobro a perna e dou um salto./ Viro e me viro ao revés/ e se eu caio conto até dez". Hoje, ela triunfa no Teatro de Dança do Harlem, em Nova Iorque, e colabora com as Nações Unidas em campanhas pela promoção da igualdade de oportunidades na educação.

O que aconteceu, de novo, com ela? Aconteceu que, onze anos depois de brilhar numa companhia de bailado nos Estados Unidos, ela recebeu as primeiras sapatilhas da cor da sua pele. Onze anos depois, ela soltou a alegria no Twitter, um "viva a diversidade no mundo da dança".

Como é que ela fazia até agora? Pintava as suas próprias sapatilhas, de modo a evitar a quebra de cor na linha do tornozelo. Durante onze anos ela pintou as sapatilhas, pagando 12 dólares por cada caixa de tinta.

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