Sinais

"Outros Sinais" nas manhãs da TSF, com a marca de água de sempre: anotação pessoalíssima do andar dos dias, dos paradoxos, das mais perturbadoras singularidades. Todas as manhãs, num minuto, Fernando Alves continua um combate corpo a corpo com as imagens, as palavras, as ideias, os rumores que dão vento à atualidade.
De segunda a sexta, às 08h55, com repetição às 14h10.

A força de um apelido

Aida embrulhou a filha num pano garrido atado sobre o peito e assim sobrevoou os palmares e os medos entre Palma e Pemba.

Antes de a levarem para Pemba andou quatro dias no mato, em fuga, sem se alimentar. Mas não deixou de amamentar Jacinta, a filha de um mês, a quem deu apelido Esperança. Numa das fotos que acompanha o relato da saga de Aida e Jacinta, no Diário de Notícias, a menina dorme um sono de capulanas às costas da mãe, na grande gare de tantas aflições. A mãe conta que o nome da filha foi escolhido como uma espécie de senha contra a insurgência. O apelido Esperança foi um pensamento mágico contra o terror. Quando se aventurou com a filha pelo mato, a mulher dos panos garridos usou a sua própria táctica de guerrilha. Assim Jacinta pôde dormir às costas da mãe em pleno combate. Pudesse também Nyusi, o presidente que já foi ministro da Defesa, seguir o conselho que lhe dá Fernando Jorge Cardoso na página ao lado: o estudioso da realidade africana propõe que o presidente vá para Cabo Delgado, de onde é natural. Que vá com a sua guarda presidencial comandar directamente as operações. Talvez o povo lhe chamasse Nyusi Coragem.

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