Sinais

"Outros Sinais" nas manhãs da TSF, com a marca de água de sempre: anotação pessoalíssima do andar dos dias, dos paradoxos, das mais perturbadoras singularidades. Todas as manhãs, num minuto, Fernando Alves continua um combate corpo a corpo com as imagens, as palavras, as ideias, os rumores que dão vento à atualidade.
De segunda a sexta, às 08h55, com repetição às 14h10.

Capas

Seis anos e meio para aqui chegar, há quem adivinhe outro tanto para que cheguemos ao fim de um processo cuja calha será hoje conhecida.

O rosto de Sócrates, o rosto fechado de Sócrates está em todas as capas de jornal, esta manhã. Em quase todas.

De perfil, em fundo negro, as mãos fechadas, dedos indicadores tocando os lábios, no DN, que remete para um "país suspenso, à espera".

O JN dá-nos um Sócrates de frente, em fundo azul, os braços cruzados, uma esquadria de traços definindo o rosto, como retoques para um busto: é uma ilustração de João Vasco Correia a partir de uma foto de Gonçalo Villaverde. Nas capas do Negócios e do Correio da Manhã, está um homem zangado. Na do Público, um homem ausente. Onde é que ele sorri? No Económico. É um meio sorriso, por entre um mar de câmaras. Dois jornais não resistem a usar a fórmula batida do dia D.

No único jornal que não traz, na capa, a cara dele, surge Isaltino Morais, sorrindo. Há nas chamadas de capa duas frases curiosas. Numa delas, o autarca de Oeiras sustenta que "quando uma câmara tem muito dinheiro no banco é mau". Mas o destaque é dado por outra frase, aquela em que Isaltino garante que "a pandemia tem semelhanças à prisão". Se Sócrates for esta tarde à leitura da decisão instrutória, ninguém lhe perguntará pela pandemia.

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