Sinais

Os "Sinais" nas manhãs da TSF, com a sua marca de água de sempre: anotação pessoalíssima do andar dos dias, dos seus paradoxos, das suas mais perturbadoras singularidades. Todas as manhãs, num minuto, Fernando Alves continua um combate corpo a corpo com as imagens, as palavras, as ideias, os rumores que dão vento à actualidade.
De segunda a sexta, às 08h55 e 14h10

Conúbios e faróis

Sanchez promete, agora, o "governo progressista" que não soube desenhar antes do descalabro eleitoral de ontem, quando o Vox tinha nem sequer metade dos deputados entretanto eleitos. Com o vespeiro nacionalista ainda mais atiçado, e não apenas na Catalunha, pode até acontecer, ciudadanos, que Sanchez não se livre de cair nos braços de Casado.

Já todos vimos conúbios mais improváveis. Mas este é um enunciado para cenaristas capazes de detectar os presságios mais escondidos por detrás dos biombos. Não é a minha especialidade. Escolho, por isso, da jornada eleitoral de ontem, um salutar torrão de Alicante, tonificante exemplo de cidadania que reacende, fora de tempo, as fogueiras de São João.

O protagonista da história que aqui reproduzo é Cesar Puente, um homem cego de 63 anos, professor reformado. Ontem, ele sentou-se na cadeira da presidência de uma mesa eleitoral instalada nas Cigarreras de Alicante, a antiga fábrica de tabaco transformada em importante centro cultural.

A seus pés permaneceu, ao longo da jornada, a cadela-guia Vilka, uma labradora tranquila e atenta.

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