Sinais

"Outros Sinais" nas manhãs da TSF, com a marca de água de sempre: anotação pessoalíssima do andar dos dias, dos paradoxos, das mais perturbadoras singularidades. Todas as manhãs, num minuto, Fernando Alves continua um combate corpo a corpo com as imagens, as palavras, as ideias, os rumores que dão vento à atualidade.
De segunda a sexta, às 08h55, com repetição às 14h10.

Diário de Lisboa

Folheemos ao longo da manhã, como se folheássemos o próprio século, o primeiro vespertino saído de uma tipografia da rua da Atalaia, nesse longínquo 7 de Abril de 1921. São oito páginas com o mundo lá dentro. Angola e o senhor Norton de Matos. A trasladação dos restos mortais dos soldados desconhecidos para o Congresso da República e, na primeira página, a proclamação aos soldados de Portugal: "Contra os que afirmam que a História é um campo raso de ossadas e ruínas".

Custava dez centavos a primeira edição do Diário de Lisboa, dirigido pelo administrador e proprietário Joaquim Manso. Tinha redacção na Rua do Carmo de onde nos desafiou, nesse 7 de Abril, a percorrer a rua do Oiro, guiados por versos de António Ferro e por ilustrações de Almada Negreiros, que nesse mesmo dia festejava o aniversário. Cem anos depois, fazemos esse percurso de montras e figuras até ao rio e sentamo-nos numa esplanada a ler "O Esconjuro", o folhetim de Aquilino Ribeiro que o Diário de Lisboa oferecia com chamada de capa. Na última página, uma pergunta: "Os gases asfixiantes não voltarão a ser usados na guerra?". Sabemos a resposta.

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