Sinais

"Outros Sinais" nas manhãs da TSF, com a marca de água de sempre: anotação pessoalíssima do andar dos dias, dos paradoxos, das mais perturbadoras singularidades. Todas as manhãs, num minuto, Fernando Alves continua um combate corpo a corpo com as imagens, as palavras, as ideias, os rumores que dão vento à atualidade.
De segunda a sexta, às 08h55, com repetição às 14h10.

Imagens de Mossul

Chegam, pela Euronews, imagens de um andróide transportando comida numa bandeja. É um robô empregado de mesa em Mossul.

Nada que não tenha sido visto em tantos lugares do mundo varridos pelo vento da desgraça, no Afeganistão, por exemplo. A mesma Euronews mostrou, há um ano, imagens da empregada de mesa de um restaurante de Kabul em cujo ecrã o cliente escolhe o prato de desejado, aguardando que ela volte com as suas luzes azuis e o seu andar deslizante, transportando um tabuleiro de iguarias. Talvez os talibãs a tenham passado, entretanto, pelas armas.

Mas este robô criado por engenheiros da universidade de Mossul abre apetites de uma outra vida na cidade. Ele desliza pelo chão de uma sala da cidade que tantas reportagens nos descreveram ontem como um lugar de destroços. Uma reportagem da DW, já depois dos bombardeamentos que varreram, de Mossul, o designado Estado Islâmico, contabilizava, no mapa que os jihadistas deixaram armadilhado, oito milhões de toneladas de detritos.

Por entre esse gigantesco monturo de lixo e morte, foi anteontem, tantos relatos da fome extrema: no zoo de Mossul apenas um leão e um urso sobreviveram. Um homem disse, nessa altura, nesse anteontem, à reportagem da RFI: "A fome mata mais gente que os bombardeamentos".

Os engenheiros da Universidade de Mossul acendem luzes que deslizam no chão já despido de oito milhões de toneladas de detritos

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