A primeira bailarina e a tutela

Os sinais desta segunda-feira, por Fernando Alves.

Retenho o momento em que a primeira bailarina Filipa Castro sublinhou esta regra de ouro: "Os artistas só não sobem ao palco quando alguma coisa não está a correr bem há muito tempo".

A primeira bailarina lamentou, sentidamente, o silêncio da tutela. Nada soou desse lado que pudesse revelar algum cuidado dos responsáveis políticos do sector. "Nem um mail, nem um telefonema". Ouvindo as palavras da primeira bailarina dei comigo a aprofundar o significado da palavra "tutela". E isso me conduziu à ideia de tutoria. Ao que incumbe ao tutor. Tutor é aquele que cuida. Vale a pena ter isso em conta sempre que nos deparamos com o silêncio enfadado da tutela. Com a presunção de que esse silêncio, essa distância, esse enfado, fazem parte das inerências e do estatuto de servidores públicos.

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