As mãos de Gabriel Arias

Os Sinais desta quarta-feira, por Fernando Alves.

A insensata exigência de Suarez no jogo de ontem, reclamando a marcação de um penálti porque o guarda-redes a quem chamam "La Gaviota" tocara com as mãos na bola, dentro da sua própria área, dos seus próprios domínios, reenvia-nos involuntariamente para o poder, mas também para o sortilégio, das mãos dos guarda-redes. Para o seu abandono absoluto e irreparável.

Está tudo no poema "Sobre os goleiros" de Augusto Guimaraens Cavalcanti: "Medita o goleiro-engenheiro na geometria de gestos mais económicos (...) Antes de qualquer tempo inaugural / pairam os goleiros/ com suas aparências desoladas / a beijar solitariamente suas traves". É o poema que termina falando do mistério dos goleiros: "eles também não aprenderam a voar".

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