Sinais

"Sinais" nas manhãs da TSF, com a marca de água de sempre: anotação pessoalíssima do andar dos dias, dos paradoxos, das mais perturbadoras singularidades. Todas as manhãs, num minuto, Fernando Alves continua um combate corpo a corpo com as imagens, as palavras, as ideias, os rumores que dão vento à atualidade.
De segunda a sexta, às 08h55, com repetição às 14h10.

Jogo jogado e VAR

O debate de ontem foi esclarecedor, duro, civilizado. Nem Costa nem Rio pretenderam descobrir a pólvora, muito menos "o caminho marítimo para a Índia". Mostraram com maior clareza ao que vêm, que plano de jogo ensaiaram. Jogaram duro, marcaram em cima, mas não entraram às canelas nem queimaram tempo. Na verdade, dez dos setenta minutos de debate prometidos foram gastos pelos árbitros. Estes, embora não influenciando o resultado do jogo, quiseram de tal modo estar em cima dos lances que, por vezes, apitaram em demasia. Não foi isso que retirou interesse ao jogo, o tempo de jogo jogado foi táctica e estrategicamente rico, os espectadores não foram ludibriados. O pior foi a intervenção do VAR.

Terminado o debate, o VAR varejou. As varejeiras mediáticas montaram o circo habitual. E ambos, Costa e Rio, se prestaram, desnecessariamente, a essa espécie de prova de vida que se instalou em cada ida de políticos à televisão. Para que serviu o VAR, no fim do jogo decisivo de ontem? Para aclarar jogadas não ensaiadas? Para falar dos temas ausentes do debate, Europa, Educação, Ambiente, Cidades, Despovoamento do Interior? Nada disso. As varejeiras mediáticas, parasitas persistentes, andam sempre atrás do mesmo. Sabe-se o que as atrai.

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