Sinais

"Sinais" nas manhãs da TSF, com a marca de água de sempre: anotação pessoalíssima do andar dos dias, dos paradoxos, das mais perturbadoras singularidades. Todas as manhãs, num minuto, Fernando Alves continua um combate corpo a corpo com as imagens, as palavras, as ideias, os rumores que dão vento à atualidade.
De segunda a sexta, às 08h55, com repetição às 14h10.

O encómio condescendente

No debate de ontem, no Parlamento, o primeiro ministro desmontou, com ironia quase cruel, o erro de casting que o interpelava na primeira fila da bancada do PSD, servindo-lhe de bandeja, destilada de uma indigesta leitura de Verão, a zurrapa do seu próprio ridículo.

Costa viria, entretanto, a provar do mesmo veneno, numa demolidora e igualmente cruel sequência de golpes desferidos, em forma de pergunta, pelo liberal Carlos Guimarães Pinto. O gong nunca mais soava e Costa não pôde evitar o incómodo, talvez real, talvez nominal.

De Miranda Sarmento, a quem o primeiro-ministro, na troca de galhardetes, chegou a confundir o apelido, veio ainda uma sibilina ferroada, embrulhada em elogio ao ministro da Economia, aparentemente em desgraça. O apagado chefe da bancada parlamentar do PSD acusou Costa de ter desautorizado e "trucidado" o seu ministro que, no entender de Miranda Sarmento, é "indiscutivelmente uma das melhores vozes que o governo tem". Em resposta, o primeiro ministro congratulou-se por poder acompanhar o seu interlocutor na conclusão de que Costa Silva "é uma pessoa excelente".

A expressão esfíngica do também ministro do Mar não disfarçou, não podia disfarçar, um acentuado enjoo. Estaria porventura avaliando o valor (real ou nominal?) de um encómio que não disfarçou a pior das condescendências.

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