Sinais

"Outros Sinais" nas manhãs da TSF, com a marca de água de sempre: anotação pessoalíssima do andar dos dias, dos paradoxos, das mais perturbadoras singularidades. Todas as manhãs, num minuto, Fernando Alves continua um combate corpo a corpo com as imagens, as palavras, as ideias, os rumores que dão vento à atualidade.
De segunda a sexta, às 08h55, com repetição às 14h10.

Pão e circo

As cerimónias do Dia do Exército, em Aveiro, não foram "ovos moles" para o ministro da Defesa.

Na tenda mediática montada em redor da parada, as notas dissonantes dos protestos de antigos paraquedistas reclamavam para João Gomes Cravinho a função tida como menos nobre do espectáculo.

Os discursos do ministro e do chefe do Exército foram embalados por vaias e exigências de respeito. Em causa a alegada proibição de que fosse entoado o cântico "Pátria Mãe" durante as cerimónias. A porta-voz do Exército desmentiria tal proibição e, mais tarde, o Presidente da República e Chefe Supremo das Forças Armadas explicou que teria havido, apenas, uma orientação de que na cerimónia de ontem, e apenas nessa, não se entoasse o cântico por razões sanitárias. O presidente garantiu que "não houve proibição" e que, por isso, "continuará a haver cânticos".

Entretanto, numa outra parada, de cariz paisano e sem formatura, Francisco Rodrigues dos Santos puxou dos galões partidários e gritou para as televisões: " Hoje o socialismo colocou Portugal de luto pelo ataque que fez a todos os nossos militares". O ainda general do Caldas insistia na tase de que as tropas haviam sido "impedidas de cantar o seu hino de guerra por este governo socialista e pelas suas imposições do politicamente correcto". Em tempo de paz sobressaltada, Francisco Rodrigues dos Santos limpa as suas armas.

Não vivemos na ressaca de guerras púnicas, mas Juvenal sussura a Caio Graco: "Ao povo, pão e circo".

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