Sinais

"Outros Sinais" nas manhãs da TSF, com a marca de água de sempre: anotação pessoalíssima do andar dos dias, dos paradoxos, das mais perturbadoras singularidades. Todas as manhãs, num minuto, Fernando Alves continua um combate corpo a corpo com as imagens, as palavras, as ideias, os rumores que dão vento à atualidade.
De segunda a sexta, às 08h55, com repetição às 14h10.

Pode uma "zona livre de humanidade" ser livre?

Em Março, o Parlamento Europeu declarou a União Europeia "zona de liberdade para as pessoas LGBTI".

Ontem, o parlamento húngaro aprovou uma norma apresentada pelo Fidesz, com o apoio dos ultranacionalistas do Jobbik, proibindo conteúdos que façam qualquer referência à homossexualidade nas escolas ou na televisão. Talvez, durante o campeonato europeu de futebol - que tanto galvaniza Viktor Orbán - alguém ajoelhe, em repúdio, na relva de um estádio húngaro. Mas espera-se um contra-ataque rápido dos responsáveis políticos europeus. O eurodeputado francês que apresentou a declaração de Março já reclamou medidas exemplares da Comissão Europeia, sugerindo um procedimento de infracção contra a Hungria.

Lembro que, há alguns meses, Ursula von der Leyen denunciou os responsáveis de uma centena de municípios polacos que se haviam declarado "zonas livres de LGBTI". Na ocasião, a presidente da Comissão Europeia disse que essas cidades se estavam afinal afirmando como "zonas livres de humanidade". Com esta expressão quis significar que essas zonas se excluíam de qualquer sopro de humanidade, se despiam de humanidade, que expurgavam de si mesmas os traços essenciais de humanidade. É chegado o momento de Ursula von der Leyen ler em voz alta o artigo 7 do Tratado da União. Antes que a deriva instale noutros lugares da Europa "zonas livres de humanidade"

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