Sinais

Os "Sinais" nas manhãs da TSF, com a sua marca de água de sempre: anotação pessoalíssima do andar dos dias, dos seus paradoxos, das suas mais perturbadoras singularidades. Todas as manhãs, num minuto, Fernando Alves continua um combate corpo a corpo com as imagens, as palavras, as ideias, os rumores que dão vento à actualidade.
De segunda a sexta, às 08h55 e 14h10

Poeira do mundo

Contam os jornais que, nos últimos dias, vários funcionários do Palácio da Justiça de Santo Tirso foram forçados a mudar o local das secretárias para fugirem aos pingos da chuva. O JN apurou que "a área mais atingida é a da secção de Comércio, onde chegou a chover sobre um funcionário, há cerca de 15 dias".

"Cai chuva do céu cinzento / que não tem razão de ser/. Até o meu pensamento / tem chuva nele a escorrer." Os versos do Pessoa pedem o fado das horas e a voz da fadista que se foi, já apagada nas fissuras da nossa memória invernosa. Teresa Tarouca foi a primeira fadista a cantar o desassossego do empregado de comércio Fernando António Nogueira Pessoa. Terá alguma vez chovido sobre a mesa do poeta disfarçado de escriturário numa certa empresa de transitários da Baixa?

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