Sinais

"Outros Sinais" nas manhãs da TSF, com a marca de água de sempre: anotação pessoalíssima do andar dos dias, dos paradoxos, das mais perturbadoras singularidades. Todas as manhãs, num minuto, Fernando Alves continua um combate corpo a corpo com as imagens, as palavras, as ideias, os rumores que dão vento à atualidade.
De segunda a sexta, às 08h55, com repetição às 14h10.

Ucrânia

O presidente da Ucrânia propôs ao presidente da Rússia que se encontrassem na zona de conflito, em qualquer lugar no mapa de uma guerra que nunca foi interrompida.

A frase citada pelas agências tem uma carga pomposa, a diplomacia também faz troar os seus canhões de pólvora seca. "Senhor Putin, estou preparado para lhe propor que nos reunamos em qualquer lugar onde a guerra continua", disse Zelenzky na televisão que é também um campo de batalha. Zelensky usou uma frase de belo efeito: "A Ucrânia quer uma guerra? Não. E está preparada para ela? Sim. Não temos medo, já que temos um exército incrível". Moscovo acaba de deslocar dezenas de milhares de soldados para a fronteira. Os parceiros europeus contam cem mil soldados russos em posição. Moscovo e Kiev trocam acusações e ameaças. As armas não estão caladas, neste cume de tensão. De algum modo, a declaração mais importante destes dias acaba de ser recolhida por um repórter da France Presse. É a fala de uma mulher ucraniana de 27 anos, com um filho de ano e meio ao colo, junto ao prédio bombardeado onde mora: "Esta manhã houve tiroteio intenso. Houve uma trégua mas agora estamos de novo em guerra. Todos aqueles tanques e carros blindados russos estão a disparar contra nós. Estamos com medo e não temos para onde ir".

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