Terra a Terra, Lisboa Capital Verde

Eleita capital verde da Europa, Lisboa partilha a distinção com o país, mostrando locais que tentam, todos os dias, serem mais verdes, mais ecológicos e mais sustentáveis. Concelho a concelho, cidade a cidade, vamos dar a conhecer as maravilhas das paisagens, do património, a gastronomia, as histórias e personagens de todos os cantos do país, numa emissão especial verde conduzida por Miguel Midões e com o apoio técnico de Joaquim Pedro.
Para ouvir na antena da TSF às terças-feira, depois das 15h, e em permanência em TSF.pt e em podcast.

Capital Verde Europeia comemora um ano e Lisboa não se quis "sentar na poltrona"

Lisboa é capital verde europeia há um ano e tem agora um mural na Avenida Gulbenkian, no qual as instituições e as empresas se comprometem a tomar uma série de ações para que em 2030 se atinja os objetivos de eficiência energética e neutralidade carbónica propostos para a cidade.

No final de 2020, Lisboa entrou no C40 - grupo das maiores cidades para a liderança climática, apresentando um plano de ação climática para 2030. "Fomos a última cidade a entrar neste grupo", refere Sá Fernandes, considerando que estes são "dois grandes marcos para o futuro". De acordo com o vereador do Ambiente na Câmara Municipal de Lisboa, a capital "quer ter um plano de ação climática, de medidas simples, credível".

Apesar do contexto de pandemia, o ano foi preenchido com diversas atividades, sendo mesmo "difícil escolher duas ou três iniciativas mais emblemáticas", acrescenta. A Lisboa, capital verde europeia, centrou o seu trabalho em três pilares: transmitir informação, para que qualquer pessoa possa debater as questões ambientais, como por exemplo "os 25 gestos da água, da energia, da alimentação saudável, do ruído, da poluição atmosférica, da agricultura urbana ou das hortas nas janelas e nas varandas", explica. Depois, há ainda "a matriz da água, da energia, para sabermos como estamos e o que podemos gastar". Informação que está online e que será ainda complementada até março. Isto porque "é preciso primeiro termos a informação, para depois podermos discutir o assunto". Em segundo lugar "é preciso valorizar" e, por isso, Lisboa não se quis "sentar na poltrona" e tem tentado reunir especialistas de todo o país para falar sobre os assuntos que são abordados, convidando universidades e politécnicos, com especialistas que "têm muito pouca voz a nível nacional".

Ao longo do ano têm sido debatidas muitas temáticas, mas Sá Fernandes considera que ainda falta discutir assuntos como o lítio, o hidrogénio ou o olival intensivo - "a capital verde é um salto em frente" nesta matéria, pois provoca a discussão não só nos grandes centros urbanos, mas também no interior, como por exemplo o comboio e a falta de investimento na ferrovia, que aconteceu em Barca d"Alva, no concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. Portugal merece ser abordado e comentado no seu todo, pois "temos ecossistemas do Algarve a Trás-os-Montes, que mais nenhum país tem". A propósito disso surgiu também neste primeiro ano de Lisboa, capital verde europeia, uma exposição no Museu Nacional de História Natural, em Lisboa, com paisagens protegidas de Portugal continental e ilhas.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de