TSF à Mesa

Portugal fora, as fronteiras entre regiões são traçadas pelas paisagens e pela mesa. Das cidades às serras ou na imensidão das planícies, da melhor tradição portuguesa ao vanguardismo mais ousado. António Catarino sugere um país gastronómico que vale a pena apreciar.

A Tasca amarantina do avô João

O pão de quatro cantos, estaladiço e saboroso, deu fama a Padronelo, freguesia amarantina arrimada aos contrafortes do austero Marão,

A serpeante Estrada Nacional 15 atravessa a povoação onde, a dois passos da igreja, há uma casa de bem comer, inscrita no roteiro dos apreciadores de petiscos apetitosos e de cozinhados mais suculentos, de maior conforto.

Da velha tasca ao restaurante aconchegado e decorado uma garrafeira de excelente nível, vai uma distância de 47 anos.

Um trajeto percorrido de modo consistente no caminho da evolução, mas sem perder a tradição como bitola mestra de um negócio familiar que vai já na 3.ª geração.

O avô João abriu a porta da casa de vinhos e petiscos; a 2.ª geração assegurou a continuidade do negócio. Pedro Daniel, o neto, assumiu, com a ajuda da mãe, numa fase inicial, devido à doença e, mais tarde, pela morte do pai, conhecido por João da Tasca, a liderança da casa.

O neto do avô João é desde 2003 o rosto de uma história de família vivida com muita paixão. A continuidade do negócio e os investimentos feitos na melhoria do estabelecimento que se estende por três salas, confortáveis; com decoração rústica, são uma homenagem tão autêntica, quanto sentimental, ao fundador da casa, recordado em dois quadros.

Os petiscos confortam o estômago do viajante que ali chegue a a qualquer hora: há pratinhos com presunto, queijo ou salpicão; pastelão de bacalhau ou de chouriço; orelheira; chispe; chouriça assada em aguardente; moura cozida; pataniscas; febras de porco em vinha de alho; rissóis de leitão ou de polvo; alheira de Mirandela; bolinhos e salada de bacalhau.

As sandes de leitão, à 5.ª feira, ganharam estatuto de atração.

Um desfiar de opções com maior substância no horário habitual das refeições, em que há pratos de resistência. Denominador comum; o receituário tradicional; ao sábado, tripas, filetes de pescada e rojões figuram, habitualmente, no leque de escolhas.

A ementa é configurada dia a dia, mediante os produtos disponíveis no mercado e no talho; regra geral, há bacalhau frito - por encomenda, assado no forno ou na brasa - e outras especialidades para saborear, desde o cozido à portuguesa ao cabrito assado no forno a lenha; arroz de cabidela; lombo ou vitela assada.

O vinho verde, branco e tinto, com marca própria - Avô João - expressa a tradição da sub-região de Amarante, mas a garrafeira é de nível elevado, com referências do Douro em maioria.

Serviço muito simpático e rápido neste restaurante típico com preços muito em conta

Tasca do João, em Padronelo, a curta distância de Amarante

Localização: Padronelo (Amarante)

Contacto: 255 424 703

GPS: 41.25703 N ; -8.05360 W

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