TSF à Mesa

Portugal fora, as fronteiras entre regiões são traçadas pelas paisagens e pela mesa. Das cidades às serras ou na imensidão das planícies, da melhor tradição portuguesa ao vanguardismo mais ousado. António Catarino sugere um país gastronómico que vale a pena apreciar.

O Camelo na Apúlia

Praia concorrida, rica em teor de iodo, e com ancestral tradição piscatória, a Apúlia é um curioso microcosmos gastronómico, tão elevado é o número de restaurantes situados naquela freguesia do concelho de Esposende.

Frente à praia, o restaurante Camelo ocupa lugar privilegiado em edifício moderno, com dois pisos - o andar superior, regra geral, é destinado a eventos -- , uma esplanada e bastante luz natural graças às amplas vidraças que permitem olhar a vastidão do oceano.

Na sala principal, espaçosa e confortável, o aquário marisqueiro domina atenções.

Os produtos com sabor marinho brilham na extensa lista, em que se destacam várias especialidades, em particular os arrozes de marisco, por encomenda, e de lavagante da nossa costa.

Mediante prévia solicitação, também é possível saborear robalo selvagem aromatizado com algas; caldeirada e peixe assado no forno de lenha.

Para começar, as denominadas "iguarias": presunto pata negra; polvo frito na caçarola ou à galega na tábua; mexilhão com molho vinagrete; moelas; púcara de tripas à moda do Porto; cogumelos salteados com castanhas.

O capítulo marisqueiro é rico em propostas, sublinhadas pela lagosta grelhada na brasa com arroz de manteiga e lavagante ao natural com salada russa.

Nos pratos de peixe, destacam-se os filetes -- de pescada fresca e de polvo.

Neste capítulo, referência para o arroz de tamboril com gambas; peixe galo frito com açorda de ovas e cataplana de robalo

Muito apreciado, pela frescura do peixe, ligeiramente estufado e alourado, é o arroz de robalo, malandrinho.

Prato emblemático é a massada de peixe, confecionada com cherne. A qualidade do produto, do peixe ao pimento, tomate, ameijoas e gambas, é o ponto de partida. O passo seguinte - massa de cotovelos no ponto; peixe e marisco sem excessiva cozedura e adição de coentros - é fundamental para que o resultado final corresponda às expectativas.

Em restaurante minhoto, o bacalhau não podia faltar. À Gil Eanes, tem passagem fugaz pelas brasas.

Na assadeira com batata cozida, grão de bico, ovo cozido e cebolada com bom azeite a cobrir, vai ao forno.

O bacalhau à Camelo é o tradicional à Narcisa, vulgo à Braga.

Os grelhados na brasa, em grande parte dependentes do peixe do dia, completam este capítulo de sabores marinhos.

A exemplo da vianense casa-mãe, o restaurante Camelo da Apúlia honra a tradição das cabidelas: arroz de sarrabulho à moda de Ponte de Lima; rojões à moda do Minho e, por encomenda, arroz de galo pé descalço caseiro.

Nos assados no forno, cabritinho pequeno mamão; vitela de lavrador e pazinha de anho formam trio de opções.

Sobremesas tradicionais, com destaque para o leite creme queimado. Boa garrafeira. Serviço simpático. Restaurante Camelo, na Apúlia.

Localização: Apúlia (Esposende)

Contacto : 253 987 600

GPS : 41.48775 N ; -8.78070

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