TSF Pais e Filhos

Como a intuição não chega e eles não nascem com livro de instruções, a TSF propõe um programa para partilhar ideias, conselhos de quem sabe (desde os conselhos técnicos de pediatras e psicólogos, aos conselhos de pais), propostas de lazer, de brincadeiras, de passeios e reportagem. Sem nunca deixar de responder às dúvidas dos pais, vamos também ouvir os filhos. Com coordenação de Rita Costa.
De segunda a sexta, às 08h40, com repetição às 16h40. Edição alargada à terça-feira, às 18h45.

Para garantir a segurança dos miúdos na internet é preciso negociar e supervisionar

A psicóloga Ivone Patrão revela que as crianças que estiveram mais expostas ao risco no primeiro confinamento foram aquelas cujos pais não conversaram com elas sobre o tempo e os cuidados que deviam ter online.

"Estes são tempos muito desafiantes e exigentes do ponto de vista da relação entre as tecnologias e as nossas rotinas diárias", admite Ivone Patrão, psicóloga que há vários anos estuda o fenómeno da das dependências online. Mas o primeiro confinamento deve servir de exemplo.

Em março, "houve toda uma adaptação a não estarmos presencialmente e a passarmos a usar cada vez mais o mundo digital e, nesta adaptação, o que me preocupou foi muito as situações de crianças e jovens que não tinham previamente uma negociação feita quanto ao uso das tecnologias, tanto do ponto de vista do horário, do tempo de uso das tecnologias, como relativamente aos conteúdos que acedem e se esses conteúdos são adequados para a sua idade ou para o seu nível de desenvolvimento".

Ivone Patrão revela que, nessa fase, as crianças e jovens que não passaram por essa negociação prévia com os pais foram as que estiveram mais soltas e mais permeáveis a todos os riscos do mundo online, "quer seja no que toca à dependência, quer seja no que toca ao cyberbullying, à visualização de conteúdos que não são nada adequados".

Mas esses não foram os únicos riscos a que estiveram expostos. A psicóloga conta que a falta de supervisão e de uma negociação prévia permitiu que crianças e jovens colocassem em causa a própria segurança online, ao falarem com estranhos ou a exporem-se demasiado, por exemplo.

Por tudo isso, Ivone Patrão sublinha a importância de, neste contexto, os pais terem em conta a necessidade de haver supervisão e conversas francas com os mais novos sobre os perigos da internet.

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