TSF Pais e Filhos

Como a intuição não chega e eles não nascem com livro de instruções, a TSF propõe um programa para partilhar ideias, conselhos de quem sabe (desde os conselhos técnicos de pediatras e psicólogos, aos conselhos de pais), propostas de lazer, de brincadeiras, de passeios e reportagem. Sem nunca deixar de responder às dúvidas dos pais, vamos também ouvir os filhos. Com coordenação de Rita Costa.
De segunda a sexta, às 08h40, com repetição às 16h40. Edição alargada à terça-feira, às 18h45.

Aulas à distância: como proteger a visão dos mais novos? 

Com tantas horas em frente aos computadores por força do ensino à distância e ​​​​​​​sabendo-se que a exposição aos ecrãs pode contribuir para o desenvolvimento de miopia nas crianças e jovens, fomos saber o que se deve fazer para minimizar o impacto.

Desde o local onde está o computador, até à distância a que os miúdos devem estar do ecrã, passando pelo tipo de letra que usam e pelas pausas que devem fazer. Tudo tem influência.

Com o tempo de exposição das crianças aos ecrãs a aumentar, é preciso redobrar os cuidados. Em causa está a saúde visual, numa altura em que, já se sabe, computadores e smartphones a mais potenciam a miopia. "Com a utilização dos aparelhos digitais, a miopia tem tendência a piorar. Pensa-se que, nos próximos 10 ou 20 anos, a miopia nas crianças pode duplicar ou até triplicar", avisa o oftalmologista Salgado Borges.

Para evitar males maiores, Salgado Borges deixa uma série de conselhos, a começar pela importância de limitar o tempo de exposição. O oftalmologista reconhece que é uma tarefa agora mais difícil, tendo em conta a obrigatoriedade de as crianças assistirem a aulas online, mas, se fosse num contexto normal, duas horas deveria ser o limite. Não sendo um contexto normal, o médico vê-se obrigado a adaptar os conselhos: "Para além das aulas, eu diria duas horas que incluiriam os trabalhos de casa e as atividades de lazer das próprias crianças".

Muito importante é ir fazendo pausas. "Pausas seguindo a regra dos 20, 20, 20. Ao fim de 20 minutos, parar 20 segundos e olhar para longe, a 20 pés e pestanejar", explica Salgado Borges. Se possível, durante os intervalos, deve visualizar-se a luz do dia, indo até à janela ou até ao exterior.

Mas há outros cuidados a ter em conta para proteger a visão. O computador não deve ter o ecrã de frente para a janela, a janela deve ficar de lado, aproximadamente a metro e meio de distância. "O próprio ecrã deve estar um pouco abaixo do nível dos nossos olhos (dois ou três centímetros abaixo dos olhos) e paralelo à face", acrescenta o oftalmologista que chama também a atenção para a importância de as crianças estarem bem sentadas.

"Relativamente à característica do próprio ecrã, a maioria dos ecrãs já é LCD, e a maioria já tem tratamento antirreflexo", o que é importante.

Outro aspeto que muitas vezes escapa à atenção é o tamanho e tipo de letra que se usa nos computadores. "Não de deve utilizar carateres maiúsculos, nem carateres muito desenhados, os carateres tipo Arial ou Times New Roman são os mais indicados para o cansaço ser menor", revela Salgado Borges, que recomenda o espaçamento do texto. "Pelo menos um espaço e meio entre os textos."

Muito prejudiciais para os olhos e não só são os jogos de computador com muitas luzinhas que piscam. Além de serem estímulos perigosos para os olhos, "interferem com a questão da motivação, da aprendizagem e da concentração da criança".

Completamente proibido, na opinião do oftalmologista, é levar os telemóveis ou computadores para a cama. Estes aparelhos devem ser abandonados duas horas antes de dormir. "Os aparelhos digitais inibem a melatonina, que é uma substância fundamental para normalizar o ritmo do dia-a-dia, ou seja, o adormecimento da criança, para se fazer de uma forma natural, deve ter uma luz muito mais ténue e não ser estimulada duas horas antes de ir para a cama."

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de