TSF Pais e Filhos

Como a intuição não chega e eles não nascem com livro de instruções, a TSF propõe um programa para partilhar ideias, conselhos de quem sabe (desde os conselhos técnicos de pediatras e psicólogos, aos conselhos de pais), propostas de lazer, de brincadeiras, de passeios e reportagem. Sem nunca deixar de responder às dúvidas dos pais, vamos também ouvir os filhos. Com coordenação de Rita Costa e sonoplastia de Miguel Silva.
De segunda a sexta, às 08h40 e 16h40

Castigos... não!

Castigar mina a confiança que deve existir entre pais e filhos, defende a psicóloga clínica Laura Sanches.

"Os castigos aquilo que fazem, basicamente, é minar a ligação que nós temos com a criança", assegura Laura Sanches. A psicóloga clínica defende que ninguém vai ter muita confiança em alguém que castiga.

Para Laura Sanches, mandar a criança para o quarto ou para um canto para ficar a pensar no que fez é o mesmo que lhe dizer que nem sequer é digna de estar na presença do adulto. "E isto é uma ferida muito grande para uma criança, é um peso, um choque muito grande para uma criança: sentir que ela fez uma coisa tão grave, tão grave que os pais nem conseguem estar ao pé dela."

"Outro tipo de castigos que se usa com crianças mais crescidas, como 'agora tiro-te o brinquedo', ou 'tiro-te o telefone', o que é que mostram? Mostram que nós percebemos do que é que a criança gosta, ou seja, quais são os pontos fracos daquela criança, e que estamos a usar isso contra ela. Ninguém vai ter muita vontade de confiar numa pessoa que faz isso."

A psicóloga Laura Sanches considera que as relações entre pais e filhos devem ser relações de confiança e os castigos não ajudam a criar laços de confiança. Por isso, castigos, não!

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