TSF Pais e Filhos

Como a intuição não chega e eles não nascem com livro de instruções, a TSF propõe um programa para partilhar ideias, conselhos de quem sabe (desde os conselhos técnicos de pediatras e psicólogos, aos conselhos de pais), propostas de lazer, de brincadeiras, de passeios e reportagem. Sem nunca deixar de responder às dúvidas dos pais, vamos também ouvir os filhos. Com coordenação de Rita Costa e sonoplastia de Miguel Silva.
De segunda a sexta, às 08h40 e 16h40

Com que idade se deve dar a primeira mesada?

Por volta dos seis ou sete anos é boa altura para as crianças começarem a aprender a gerir o dinheiro, defende Susana Albuquerque, que sugere começar com uma semanada e com três mealheiros: um para poupar, um para gastar e um para doar.

"O ideal é começarmos quando eles iniciam a escola primária com uma semanada, que é o que eles aguentam esperar", defende Susana Albuquerque, coordenadora de educação financeira da Associação de Instituições de Crédito Especializado (ASFAC). "Se eles já tiverem semanada a partir dos seis/sete anos, a partir dos 10/11 podemos passar a dar de 15 em 15 dias para depois chegarmos à mesada."

A especialista em educação financeira acredita que assim os pais já vão estar a ensinar aos filhos aquilo que os adultos fazem todos os meses, que é gerir um ordenado. "Estou a treiná-los para que, quando eles começarem a trabalhar, já tenham esta experiência com a vantagem de fazerem a experiência com rede", afirma Susana Albuquerque.

A coordenadora de educação financeira da ASFAC revela que é normal, quando se passa da semanada para a mesada, as crianças gastarem tudo nos primeiros dias. "Acontece muitas vezes, faz parte do processo e aqui é ver com eles o que podem fazer no mês seguinte para fazer esticar o dinheiro mais tempo e perceber o que é que vamos fazer com dinheiro que eles gastaram ", recomenda.

Para Susana Albuquerque é importante não repor o dinheiro gasto, porque isso não permite que aprendam que, se gastam tudo no início, não conseguem fazer a gestão mensal.

"A mesada permite tornar conscientes as escolhas e permite também as tais decisões do poupar, do gastar e do doar." É por isso que Susana Albuquerque recomenda a atribuição de três mealheiros, mas a decisão de quanto colocar em cada um deve ser deles.

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