TSF Pais e Filhos

Como a intuição não chega e eles não nascem com livro de instruções, a TSF propõe um programa para partilhar ideias, conselhos de quem sabe (desde os conselhos técnicos de pediatras e psicólogos, aos conselhos de pais), propostas de lazer, de brincadeiras, de passeios e reportagem. Sem nunca deixar de responder às dúvidas dos pais, vamos também ouvir os filhos. Com coordenação de Rita Costa e sonoplastia de Miguel Silva.
De segunda a sexta, às 08h40 e 16h40

Como minimizar o impacto do peso das mochilas nas costas das crianças?

Andar com muito peso às costas é prejudicial para a coluna, ainda mais numa altura em que o corpo está em fase de crescimento. Para minimizar o impacto, pedimos conselhos ao neurocirurgião Miguel Casimiro.

Usar mochilas demasiado pesadas durante a infância e a adolescência pode contribuir para o aparecimento de doenças musculoesqueléticas que se manifestam com dores e problemas de postura que podem mesmo implicar com a marcha e até provocar lesões degenerativas da coluna.

Para evitar estas complicações, o melhor é prevenir e nesse sentido, o neurocirurgião Miguel Casimiro, presidente da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral, deixa alguns conselhos.

A primeira atenção deve ser dada ao peso que a mochila transporta: "Não deve exceder 10% do peso da criança, logo, quanto maior a criança, maior a mochila pode ser." Por exemplo, se uma criança pesar 30 quilos, a sua mochila não deve ultrapassar os 3 quilos.

Mas não basta ter atenção ao peso total. É igualmente importante fazer uma boa distribuição dos pesos dentro da mochila. Os pesos maiores devem estar mais perto da coluna e os pesos mais ligeiros devem estar em bolsas mais à distância do eixo do corpo.

O neurocirurgião explica ainda que, quando já colocada às costas, a mochila não deve ultrapassar a linha da base do pescoço nem deve ir além da linha da cintura.

Importante também é verificar as características ergonómicas da mochila. "Deve ter alças ajustáveis e almofadadas, bem como a parte de trás, e, se possível, ter um cinto que aconchegue a mochila ao corpo da criança", recomenda Miguel Casimiro.

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