TSF Pais e Filhos

Como a intuição não chega e eles não nascem com livro de instruções, a TSF propõe um programa para partilhar ideias, conselhos de quem sabe (desde os conselhos técnicos de pediatras e psicólogos, aos conselhos de pais), propostas de lazer, de brincadeiras, de passeios e reportagem. Sem nunca deixar de responder às dúvidas dos pais, vamos também ouvir os filhos. Com coordenação de Rita Costa e sonoplastia de Miguel Silva.
De segunda a sexta, às 08h40 e 16h40

De novo em casa, 24 horas, pais e filhos. Conseguimos manter a saúde mental? 

A psicóloga Clementina Almeida acredita que sim, mas é importante apostar na conexão e tomar consciência do que pode estar na origem de uma reação mais dura a uma birra. O stress causado pela pandemia não justifica tudo.

"É preciso nós conseguirmos perceber que, às vezes, quando reagimos aos comportamentos dos nossos filhos estamos é a reagir às memórias da nossa infância e isso dificulta a tal conexão", afirma a psicóloga.

Clementina Almeida lembra que as crianças ainda estão em desenvolvimento e os pais devem ser mais compreensivos em relação àquilo que eles conseguem perceber, ao que conseguem fazer e ao que conseguem digerir em termos emocionais. "Depois nos mais pequenininhos perceber que as emoções que eles sentem são em dose tripla comparadas com as nossas. São sempre avassaladoras e por isso as reações deles também costumam ser mais avassaladoras. "

Por tudo isso, a psicóloga defende que é importante que os pais tomem consciência do que motiva as reações que têm. "No fundo é fazer as pazes com a nossa criança para conseguirmos ver aquele ser humano diferente que está ali à frente e conseguirmos colocarmo-nos nos pezinhos dele e perceber o que ele está a sentir naquele preciso momento", explica Clementina Almeida.

"O sentir-se compreendido é muito importante para a saúde mental de qualquer criança e de qualquer adulto", sublinha a psicóloga.

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