Abaixo os campos de futebol! Viva a terra e a criatividade!

Carlos Neto, professor e investigador da Faculdade de Motricidade Humana critica a multiplicação de campos de futebol nas escolas e lamenta a falta de "espaço" para brincadeiras próprias das crianças.

"Há uma diferença entre jogar à bola e jogar futebol. Antes não havia um campo de futebol na escola, mas havia duas balizas feitas com a nossa roupa ou com pedras e nós também jogávamos futebol", conta Carlos Neto que considera que foi um erro estratégico construir campos de futebol nas escolas.

O professor defende que não se ganha nada em construir campos de futebol para crianças dos seis aos dez anos, porque antes de jogarem à bola elas devem ter outro tipo de experiências.

Ouça aqui o programa completo.

Para Carlos Neto, a imposição de gostos e tendências de adultos é insensata e improdutiva para aquilo que são as culturas de infância. "As crianças têm as suas próprias brincadeiras" e as escolas deviam, na opinião do professor, dar espaço a essas brincadeiras.

" As escolas deviam ter mais materiais soltos, deviam ter terra , deviam ter lama, deviam ter horta, as crianças deviam poder sujar-se mais, deviam ter formas de aprender lá fora e trazerem o conhecimento para dentro da sala de aula." Carlos Neto considera que é esse o sentido para o qual deviam estar orientados os projetos educativos.

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