Comer fora das horas de refeição aumenta o risco de obesidade nas crianças

A conclusão é de um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto.

O estudo que avaliou os hábitos alimentares de quase duas mil crianças inseridas no projeto de investigação Geração 21, um projeto que desde 2005 se dedica a acompanhar a saúde, o crescimento e o desenvolvimento de cerca de 8600 crianças concluiu que comer em horários desregulados, é meio caminho andado para que surjam casos de obesidade infantil.

Ana Sofia Vilela, investigadora responsável por este estudo, explica que saltar refeições ou comer fora das horas de refeição potencia a obesidade. "Verificámos que as crianças que têm um padrão alimentar caracterizado por saltarem o pequeno-almoço, fazerem o almoço mais tarde e comerem depois do jantar correm um maior risco de desenvolveram obesidade."

Já existiam estudos que relacionavam o consumo alimentar a determinada altura do dia, como por exemplo a ceia, com o risco de desenvolver excesso de peso ou obesidade, mas este estudo vai mais longe e concluí há uma efetiva ligação entre o excesso de peso e o momento escolhido para cada refeição.

Por isso a investigadora Ana Sofia Vilela deixa uma recomendação: "É aconselhável que as crianças consumam maior proporção dos alimentos ao pequeno, almoço e jantar diminuindo as quantidades ao longo do dia."

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