TSF Pais e Filhos

Como a intuição não chega e eles não nascem com livro de instruções, a TSF propõe um programa para partilhar ideias, conselhos de quem sabe (desde os conselhos técnicos de pediatras e psicólogos, aos conselhos de pais), propostas de lazer, de brincadeiras, de passeios e reportagem. Sem nunca deixar de responder às dúvidas dos pais, vamos também ouvir os filhos. TSF Pais e Filhos, para ouvir de segunda a sexta depois das 08h40 e 16h40. Aos domingos, versão alargada depois das 13h00. Com coordenação de Rita Costa e sonoplastia de Miguel Silva.

Fichas de estudo nas férias, sim ou não?

Tirando algumas exceções, pode ser contraproducente. É o que defende Renato Paiva, consultor pedagógico e diretor da Clínica da Educação.

Fazer fichas de estudo durante as férias do verão é o mesmo que ir para as Maldivas a pensar que é preciso preparar uma reunião muito importante. A comparação é feita por Renato Paiva, que defende que fazer trabalho escolar quando o "chip" já está completamente de férias pode ser negativo.

O consultor pedagógico, que dirige a Clínica da Educação, defende que é importante que as crianças e os jovens usufruam das férias e que as "atividades de papel e lápis, fichas e livros" podem afastar mais do que aproximar. Para Renato Paiva, é importante que nas férias eles sintam que são mais do que estudantes.

Mas há exceções. "No 1.º ano, em que se trabalha muito a consolidação da leitura e da escrita, sabemos que, no período das férias, há não só uma estagnação como um retrocesso em algumas aprendizagens. Convém que esse retrocesso não seja muito significativo, para não termos que começar muito atrás no ano seguinte", afirma Renato Paiva.

Numa fase inicial da aprendizagem, é comum as crianças fazerem fichas nas férias, "normalmente por iniciativa das próprias, que começam a ter o gosto e o desafio de olhar para o livro e conseguir decifrar o conteúdo. Mas para além disso é mais do mesmo e não é necessário", defende o consultor pedagógico.

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