TSF Pais e Filhos

Como a intuição não chega e eles não nascem com livro de instruções, a TSF propõe um programa para partilhar ideias, conselhos de quem sabe (desde os conselhos técnicos de pediatras e psicólogos, aos conselhos de pais), propostas de lazer, de brincadeiras, de passeios e reportagem. Sem nunca deixar de responder às dúvidas dos pais, vamos também ouvir os filhos. Com coordenação de Rita Costa e sonoplastia de Miguel Silva.
De segunda a sexta, às 08h40 e 16h40

Sabia que os bebés choram em diferentes línguas?

A bióloga e antropóloga alemã Katleen Wermke, que estuda os primeiros sons dos bebés, acredita que as crianças choram em diferentes línguas.

A investigadora reuniu meio milhão de gravações de bebés de várias partes do mundo e nos estudos que tem publicado sugere que os recém-nascidos produzem melodias de choro que refletem as línguas que ouviram no útero.

Em jeito de exemplo, os recém-nascidos alemães choram de um tom mais alto para um tom mais baixo (à semelhança da língua alemã), os bebés franceses choram com a entoação crescente e nos bebés asiáticos há quase uma melodia, o choro é mais cantado.

Naturalmente que os bebés não compreendem o conceito de linguagem, mas notam que há ritmos diferentes nos sons.

No estudo de Katleen Wermke, os choros foram gravados por investigadores que, durante dias, percorreram os hospitais à espera de ouvir um bebé chorar para lhe gravarem o choro.

A terapeuta da fala Joana Rombert também se dedica à descoberta dos sons, e garante que o bebé consegue escutar os vários sons do mundo durante os nove meses em que está dentro da barriga da mãe, por isso "quando [o bebé] nasce, ele é capaz de chorar com a entoação dos sons do mundo".

Joana Rombert vai mais longe em matéria de choro. A terapeuta da fala considera que - sendo o choro a única forma que o bebé tem para se manifestar - "se o bebé chorar muito, isso é bom. É sinal que ele está a querer comunicar alguma coisa".

Do choro à fala

Joana Rombert esclarece que, até aos seis meses, os bebés começam estreiar a perceção auditiva, percecionam sons diferentes da língua e começam a moldar-se mediante a mãe "porque eles têm os neurónios em espelho, em que reproduzem o que a mãe reproduz". É nessa altura que o bebé desperta para a língua chamada de "maternalez", algo que tem a ver com os padrões de entoação e de melodia que existe antes da criança emitir a primeira palavra.

Depois dos seis meses começam a fazer o balbucio, o tão conhecido "bê ába bá ", ou seja, repetem a mesma sílaba.

Mais tarde, surge o palrar diferenciado e depois nasce a primeira palavra, por volta do primeiro aniversário.

Até aos 18 meses a criança deve dizer a primeira palavra, mais do que isso já é considerado um sinal de alarme, pois pode significar que a criança tem um problema auditivo ou outro.

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