Um dia de cada vez

De novo obrigados a Um Dia de Cada Vez, de que fazemos os dias? A jornalista Teresa Dias Mendes reabre a janela da rádio e dá-nos a ver o modo como se resiste a um novo isolamento.
Para ouvir à quinta-feira, pelas 13h20 e em TSF.PT

Porque conversar é caminhar com palavras

Cartas, lambices e outros trabalhos de Valter Hugo Mãe

Desta vez, o escritor só atravessa o caminho por acaso, embora se possa ficar a saber que há um novo romance a ganhar vida por estes dias. Desta vez, convidamos o curador. É ele quem nos guia pela exposição "Bruto", uma viagem que nos leva até à cidade da Guarda, e nos revela um conjunto de obras de arte " tremendo e vibrante, mais de 300 peças, quase a atirar para as 400 ". Pinturas, objectos, esculturas e livros de artistas ficam até Junho, no centro histórico da cidade, como se de um roteiro se tratasse. Do Museu, ao Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda, da Capela do Solar dos Póvoas à Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço.

O autor é Agostinho Santos, o homem que nos desafia a percorrer " uma visão fantasmagórica do mundo pandémico em que temos estado mergulhados". Valter Hugo Mãe é o curador, que apresenta "Bruto".

O cartaz da exposição revela o homem num fato macaco usado, esborratado, pincelado com as muitas tintas que compõem a obra de Agostinho Santos. Adivinhamos as mãos do homem entrelaçadas na nuca, com os braços e os cotovelos içados, como se estivesse a descansar numa espreguiçadeira, por exemplo, mas o homem está de pé, e está descalço. A partir daqui conversamos com Valter Hugo Mãe, ensaiando os primeiros passos da visita por uma exposição que se mudou para a cidade da Guarda. Será o curador, amigo e cúmplice do artista, que nos apresenta a obra, do conceito à instalação, de 2017 até agora, com particular destaque para o trabalho desenvolvido ao longo do último ano. Mas falamos só de "Bruto"? Não, também vamos saber da saúde da Dona Antónia, a mãe que ama de paixão, e com quem vive em Caxinas, e do que pensa e com quem fala nos dias sombreados pelo confinamento.

Falamos das cartas que envia aos outros, dos livros que lhe fazem tanta falta, das "lambices" que goza com a mãe, comendo como duas crianças felizes.

Em Setembro, Valter Hugo Mãe completa 50 anos, e não acredita que a Humanidade vá sair disto melhor.

A autora não segue as regras do novo acordo ortográfico

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