Uma questão de ADN

Podem ser irmãos, avós e netos, pais e filhos, companheiros, marido e mulher... São pessoas da mesma família que se juntam para uma conversa em que se fala de tudo. São percursos de vida e testemunhos que atravessam diferentes gerações. O que os une para lá do apelido, o que os separa para lá da diferença de idades.
Quarta-feira, depois das 13h00. Repete ao domingo, após as 14h00. Com Teresa Dias Mendes

A Alma de Pedro e Ana

BY FLAVIO, a curta portuguesa seleccionada para Berlim, é o pretexto para a viagem que fazemos até à capital alemã, onde o realizador Pedro Cabeleira e a actriz Ana Vilaça respeitam o período de quarentena imposto pelas autoridades. Com eles viajou a filha, de dois anos e oito meses, o que os obriga a cinco dias de isolamento. Instalados na periferia da cidade, numa casa com um pequeno jardim, está cada um na sua divisão, à hora marcada para a conversa, a hora da sesta de Alma. Há-de acordar entretanto, assumindo o seu papel principal na vida do casal. " Papá, eu acordei, e tu não estavas lá".

A vida e o cinema andam a par na vida do casal. E desta vez o realizador Pedro Cabeleira e a actriz Ana Vilaça juntaram-se para contar a história de Márcia, uma jovem mãe que consegue um encontro com Chulzz, um famoso rapper, mas, não tendo ninguém com quem deixar o filho, acaba por levá-lo também. A história escrita pelos dois, em co-autoria com Diogo Figueira, resulta da vontade que o realizador tinha de filmar Ana Vilaça. O papel foi escrito para ela, mas também por ela, colaborando no argumento. São 27 minutos, pouco menos do que o tempo da conversa realizada à distância, enquanto Alma dormia a sesta.

Estremunhada, a pequena Alma estranha, quando acorda, a ausência do pai com quem tinha adormecido e pede para ver e ouvir as músicas do "Crazy Frog". Habituada ao plateau, ela há-de regressar a esta conversa, reclamando a atenção dos pais, a quem perguntava um destes dias "porque é que Berlim tinha poucas ruas". É cedo para sabermos se a imaginação de Alma, vagueando por ruas desenhadas na sua cabeça, vai um dia estampar a tela do cinema, esteja ela à frente ou por detrás das câmaras.

* A autora não segue a norma do Novo Acordo Ortográfico.

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