Uma questão de ADN

Podem ser irmãos, avós e netos, pais e filhos, companheiros, marido e mulher... São pessoas da mesma família que se juntam para uma conversa em que se fala de tudo. São percursos de vida e testemunhos que atravessam diferentes gerações. O que os une para lá do apelido, o que os separa para lá da diferença de idades.
Quarta-feira, depois das 13h00. Repete ao domingo, após as 14h00. Com Teresa Dias Mendes

"A metamorfose dos pássaros"

Pai e filha encontram-se na ausência. Catarina é mais veloz a tactear o mapa das emoções. Palavra e gesto. Henrique sempre mais contido: " eu tenho mais dificuldade em exteriorizar, mas já chorei muitas vezes a ver este filme". Catarina leva-nos a voar, numa viagem pelo luto, com um guião reescrito muitas vezes. Como quem muda as penas, como quem vai, mas volta: "Ninguém ultrapassa nunca a morte de uma mãe. Isso é impossível."

"Catarina, vai ser bonito ver-te voar" ouvimos na voz da filha as palavras da mãe Ana, ou na memória de Jacinto, "a minha mãe não era só mãe, era uma árvore. Nunca me esqueci de como era o mundo empoleirado nos seus braços".

Uma semana depois da estreia nas salas do cinema, o que não sabemos, perguntamos, moldando o guião desta conversa, ao modelo da realizadora" o que não sabemos, inventamos". Foi assim que preencheu os espaços deixados em branco pela família, quando procurou a história da avó Triz (Beatriz).

Sobre o filme, já quase tudo se contou, a história, o envolvimento da família, o olhar de Catarina, formada em Belas Artes, que fica gravado na tela, como se percorrêssemos uma galeria. Aqui percebemos como é que, nas suas diferenças, pai e filha se encontram, num filme sobre o luto. Ele Jacinto, ela sempre Catarina.

E se eles fossem pássaros também?

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