Uma questão de ADN

Podem ser irmãos, avós e netos, pais e filhos, companheiros, marido e mulher... São pessoas da mesma família que se juntam para uma conversa em que se fala de tudo. São percursos de vida e testemunhos que atravessam diferentes gerações. O que os une para lá do apelido, o que os separa para lá da diferença de idades.
Quarta-feira, depois das 13h00. Repete ao domingo, após as 14h00. Com Teresa Dias Mendes

Uma questão de ADN

A música dos sonhos

A música dos sonhos

A primeira caixa de música da vida de Luís Cangueiro acabou destruída pela curiosidade do miúdo que queria perceber donde vinha o som do Ariston, que existia na casa paterna... Na aldeia de Prado Gatão, Luís espevitava a curiosidade própria dos 5 anos de idade. Só muito mais tarde se revelou a faceta de coleccionador. Deu corda ao sonho e construiu o Museu da Música Mecânica, situado na Quinta do Rei, no Pinhal Novo, em Palmela.

Diplomata Helena Barroco e estudante Amer Obied

A luz dos estudantes sírios em Portugal

Amer é arquiteto, chegou a Portugal através do programa Erasmus, e é graças à Plataforma Global para os Estudantes Sírios, APGES, que se mantêm no país há 5 anos. Amer diz-se um arquiteto da paz. E voltará para reconstruir um país dilacerado pela guerra. Helena Barroco é o primeiro rosto da paz. A secretária geral da APGES, é uma espécie de "madrinha" para os jovens que em Portugal, conseguiram retomar os estudos superiores. A Plataforma é a segunda família deles. Uma questão de ADN?

Gustavo Carona, médico intensivista, com a mãe, Rosário Carona, professora reformada

As missões de Gustavo Carona

A primeira missão foi aos 28 anos, em Moçambique, e não parou mais. Sudão do Sul, República Democrática do Congo, Afeganistão, Síria, Iémen, por aí fora... 13 missões humanitárias, e a pandemia, que no último ano o confrontou com a missão que descreve como a mais difícil da sua vida. O médico intensivista e a mãe, professora reformada partilham o diário dos seus dias, marcados por vários combates e muitas lágrimas. Algumas são boas e bonitas, como a gardénia que acaba de crescer no jardim de Rosário Carona. Mãe e filho. Uma Questão de ADN.

Rodrigo Francisco e Joaquina Francisco

"O teatro é uma forma de estarmos juntos"

O teatro acontece-lhes. Rodrigo Francisco tinha 16 anos, quando a aventura começa, à boleia de uns dinheiros para ir de férias, Joaquina Francisco esperou pela reforma, e é na Universidade Sénior que descobre o fascínio. Mãe e filho percorrem o palco, construído na margem sul do Tejo, em Almada. Sucessor de Joaquim Benite na Companhia de Teatro que este ano comemora 50 anos, Rodrigo Francisco apresenta-nos Joaquina. A linguagem de cena é toda deles.

Os sonhos não têm tecto

Os sonhos não têm tecto

Conheceram-se na Escola Superior de Teatro e Cinema, e caminham juntos desde então, " still excited ", como na sequela que regressa à Rua das Gaivotas, durante o mês de Julho. Depois de receber o prémio Ageas Teatro Nacional Dona Maria II, que distingue jovens artistas emergentes, Mário Coelho, persiste mergulhado na arte de criar. Um caminho de luz ,sem padrões virtuais, e com a sua lágrima de cristal. Mário Coelho tem 26 anos, Cleo Diára, 33. Os sonhos de uma nova geração.

O teatro salvou-me". A declaração de Mário Coelho é a expressão do seu amor pela cena. Actor, encenador, dramaturgo, e produtor dos seus próprios espectáculos, o jovem de 26 anos caminha seguro, iluminado, cheio de vontade de fazer: " não acredito em bons artistas ou mau artistas, qualquer pessoa que me diga quero trabalhar contigo, é só isso que eu quero. É essa a minha luz " . Mário e Cleo, não nasceram na mesma família, não cresceram juntos, mas quando o sonho os fez chegar à Escola Superior de Teatro e Cinema, não mais se separaram.