Uma questão de ADN

Podem ser irmãos, avós e netos, pais e filhos, companheiros, marido e mulher... São pessoas da mesma família que se juntam para uma conversa em que se fala de tudo. São percursos de vida e testemunhos que atravessam diferentes gerações. O que os une para lá do apelido, o que os separa para lá da diferença de idades.
Quarta-feira, depois das 13h00. Repete ao domingo, após as 14h00. Com Teresa Dias Mendes

Isabel e Bli: mãe e filha, memórias à parte

A memória está sempre presente, mas desta vez, é o olhar sobre o futuro que nos enleia a conversa. Isabel do Carmo e Isabel Lindim. Médica e jornalista. Duas mulheres à escrita pelas ondas da rádio.

A filha mais velha de Isabel do Carmo acaba de lançar o livro PORTUGAL , ANO 2071 - o impacto das alterações climáticas no país que os nossos filhos vão herdar - editado pela Oficina do Livro, em plena pandemia.

É uma viagem de ida e volta, a ver se o país ainda vai a tempo de evitar o pior. E é um voto de esperança nas gerações mais jovens, " que hão de ser decisores mais adiante", como refere a autora, mais que não seja pelo voto.

Porquê é que Portugal é considerado por muitos, o país da Europa com mais vulnerabilidade às alterações climáticas? É este o ponto de partida, para o despertar das consciências, numa vigília que obriga a despertar mudanças, sem as quais, o país, e nós com ele, corre sérios riscos de sofrer severas consequências. Isabel Lindim acredita que ainda vamos a tempo.

A costela ecologista vem lá de trás, ouvia-se falar em casa" e essas coisas ficam". Tanto que ainda no liceu, chegou a pensar fundar um partido ecologista. Outras forças se atravessaram e a ambição política, terminou ali " fiquei vacinada", graceja, perante o olhar e o passado da mãe, Isabel do Carmo.

Sobre as memórias desses anos quentes, mãe e filha já aqui tinham feito conversa, na data dos 40 anos do 25 de Abril, no programa Pais de Abril, Filhos da Democracia. Hoje, há mais presente e futuro. Com vista sobre a pandemia, que já atirou Isabel do Carmo para os cuidados intensivos do Hospital de Santa Maria. A senhora Isabel, como era tratada pelos médicos, vive agora mais "intensamente", o que não significa mais "rapidamente". Bli, confessa que as sequelas (também ela esteve infectada com o vírus) ainda a fazem moderar o ritmo. Vai lendo mais, a ver se apanha a mãe, a mais leitora da família.

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