Uma questão de ADN

Podem ser irmãos, avós e netos, pais e filhos, companheiros, marido e mulher... São pessoas da mesma família que se juntam para uma conversa em que se fala de tudo. São percursos de vida e testemunhos que atravessam diferentes gerações. O que os une para lá do apelido, o que os separa para lá da diferença de idades.
Quarta-feira, depois das 13h00. Repete ao domingo, após as 14h00. Com Teresa Dias Mendes

Nuno Alves Caetano e Inês Caetano. As doces memórias de um neto Pantagruel

Os filhos, Maria Manuela Caetano e Jorge Brum do Canto, deram continuidade ao trabalho da mãe, Bertha Rosa Limpo. O neto continua a bater claras em castelo. Em "As Doces Receitas da Minha Avó", Nuno Alves Caetano, peneirou bolos, bolachas, pudins, até rebuçados e, claro, alguma doçaria de Natal. A gulodice pesou q.b. para fazer crescer o novo livro que recupera algumas receitas (não publicadas ainda) da autora do clássico Pantagruel. Nuno Alves Caetano e Inês Caetano são pai e filha, convidados a polvilhar a mesa para esta quadra, onde não faltarão ingredientes mais saudáveis, que são as escolhas de Inês. "É tudo tão bom", que por vontade do pai já estaria a sair uma espécie de Pantagruel vegetariano.

Do algodão doce da infância, aos bolos, bolachas, biscoitos, pudins e um sei lá de gulodices. Há 170 novas receitas, doces receitas, na homenagem de um neto à sua avó e ao clássico Pantagruel. Há 75 anos foi publicada a primeira edição do manual mais lido das cozinhas portuguesas, um livro que atravessa gerações, e que reúne, na última versão, 5 mil receitas. Desta vez Nuno Alves Caetano, gestor e cobaia, desde que se lembra, cedeu ao pecado da gula, e folheando o arquivo, deixou-se levar pela tentação e pela gula "é de família, somos todos gulosos". Crescido entre tachos e panelas, o gestor também se atreve na cozinha, confeccionando e provando. Até os pratos de Inês, a filha, professora de educação física, que escolheu ser vegetariana, " toda a gente come carne com qualquer coisa eu posso não comer carne, mas como qualquer coisa". Aos doces, com menos açúcar, o pai acaba por torcer o nariz, mas os pratos salgados "são tão bons, que arriscaria uma edição Pantagruel vegetariana". Por ora, Inês não se deixa convencer: "Eu acabo de cozinhar e não sei que temperos utilizei. Não tenho método".

Deixemos essa edição para depois, ou quando for, e fiquemos a deslassar ou a caramelar. Aponte a receita do Bolo de Natal, que este ano vai estar na mesa da família, e até à Consoada seguimos o perfume das doces memórias de uma família Pantagruel. Boas Festas.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de