Uma questão de ADN

Podem ser irmãos, avós e netos, pais e filhos, companheiros, marido e mulher... São pessoas da mesma família que se juntam para uma conversa em que se fala de tudo. São percursos de vida e testemunhos que atravessam diferentes gerações. O que os une para lá do apelido, o que os separa para lá da diferença de idades.
Quarta-feira, depois das 13h00. Repete ao domingo, após as 14h00. Com Teresa Dias Mendes

O circo chegou à rádio. Uma Questão de ADN com Pedro Santos e Hugo Santos

Pedro Santos, o palhaço músico, embala a performance com as notas de um saxofone: "O meu palhaço não é cómico, vive muito mais do belo, e do despertar sensações que não sejam só a alegria e o riso." E assim nos apresenta "EO", nome em construção da personagem criada pelo jovem de Espinho, que é director artístico do Evolution Circus.

Desta vez, a contracena é feita pelo irmão mais novo, Hugo Santos, o futuro baterista que deixou as baquetas em casa, mas veio com toda a percussão.

Uma das avós gostava de pintar, a mãe tocava piano e o pai é arquitecto. Até aqui, circo nem vê-lo, mas quando o pequeno Pedro pisou a tenda pela primeira vez, aos 2 anos, foi tiro e queda. "Fiquei fascinado pelos palhaços."

Acontece à maioria das crianças, mas no caso de Pedro Santos a magia não se desfez com a idade. Quando no secundário, os pais o inscreveram no ensino articulado, o instrumento escolhido foi o saxofone "porque era o instrumento dos palhaços". E já no segundo ano da licenciatura em saxofone, o jovem de Espinho começa a trabalhar em Espanha, no Evolution Circus. Até hoje.

23 anos, músico profissional e palhaço, eis o retrato robot do jovem de Espinho, que encontrou o seu lugar, mas ainda procura a personagem "é um palhaço muito poético", que fala com o público através da mímica, da música e dos ambientes sonoros que o colocam aqui ou ali, transportado a plateia com ele.

Foi assim na televisão, onde o pudemos ver numa estação de comboios, a caminho do concurso Got Talent da RTP, onde só caiu na semi-final: "Foi uma montra, o maior palco onde já trabalhei, e onde desenvolvi de forma mais conceptual a relação do meu palhaço com o saxofone."

Irmão, amigo, mas não palhaço, Hugo Santos segue "orgulhoso" o percurso do irmão mais velho. Aos 17 anos, também ele prossegue os estudos de música, na Escola Profissional de Espinho, escolhendo a bateria como instrumento de eleição. As primeiras baquetas andam lá por casa, e foram o talismã para a escolha irrequieta de Hugo, cuja alma tem percussão que baste para acompanhar o irmão num pequeno improviso.

Eu escrevi "Mas não palhaço?". É uma maneira de dizer, porque a corrente performativa do irmão já deixou lastro. E o circo está a evoluir.

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